Carne Fraca: Brasil precisa revisar legislação “contraditória”
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ABRAFRIGO

Carne Fraca: Brasil precisa revisar legislação “contraditória”

Afirma Associação Brasileira de Frigoríficos
Por: -Leonardo Gottems

A Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) afirmou nesta quarta-feira (07.03) que é “urgente” uma “mudança na legislação sanitária para resolver problema da presença da salmonella nas carnes”. A entidade se disse preocupada com os “efeitos” da terceira etapa da Operação Carne Fraca sobre o “patrimônio empresarial do setor de frigoríficos brasileiros, que levou décadas para ser formado, gerando mais de 4 milhões de empregos e com a possível perda da confiança internacional sobre os produtos brasileiros que visam o mercado exportador”. 

“Nós já encaminhamos um expediente a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em maio do ano passado solicitando uma urgente e eficaz revisão da legislação sanitária vigente que possa estabelecer os padrões microbiológicos de alimentos para consumo humano, em especial a incoerência da questão da Salmonella”, afirmou a Abrafrigo em nota.

A entidade frisa que defende investigações “aprofundadas e corretas que levem a exemplar punição aos envolvidos, mas é preciso lembrar que este problema aflige a indústria de carnes há muitos anos. Notadamente aquelas empresas que se dedicam ao processamento industrial de embutidos tendo como matéria-prima carnes cruas como os fabricantes de hambúrgueres, almôndegas e outros produtos formatados cujos ingredientes incluem a carne de frango e a carne suína”. 

“A legislação atual, emanada tanto do Ministério da Agricultura, do Ministério da Saúde e da própria Anvisa é dúbia, subjetiva e contraditória. Como pode um setor industrial utilizar a matéria-prima em cuja presença a salmonella não é proibida e obter um produto acabado sem salmonella?”, indaga a entidade que reúne empresas que representam mais da metade do mercado de carne bovina do país.

 “É por isso que solicitamos reiteradamente que se busquem normas regulatórias que ofereçam segurança para o consumidor e que respeitem o direito das empresas em trabalhar com parâmetros legais certos e definidos para resolver este tipo de problema e evitar situações como a encontrada pela terceira etapa da Operação carne Fraca”, conclui a nota.


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