Carne salgada foi quem mais afetou embarques de frango de junho
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Agronegócio

Carne salgada foi quem mais afetou embarques de frango de junho

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Dados consolidados da SECEX/MDIC apontam que o volume total de carne de frango exportada pelo Brasil em junho passado resumiu-se a 307,2 mil toneladas, recuando mais de 7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Como junho foi mês mais curto (20 dias úteis, contra 22 dias úteis do mês anterior), já se contava que os embarques do período seriam menores que os de maio, quando foram atingidos recordes histórico. Mas o resultado final acabou surpreendendo, pois representou queda de 18% sobre o mês anterior, a maior variação negativa registrada desde o início de 2009, quando os efeitos da crise econômica mundial começaram a se refletir no setor. Seria a repetição do mesmo evento de mais de três anos atrás?


À primeira vista, não. Pois o volume de industrializados aumentou mais de 12% em relação a junho de 2011 (embora a receita também tenha ficado negativa), enquanto os embarques de cortes (quase 60% do volume total exportado) recuaram apenas 2,3%. É verdade que a exportação de frango inteiro caiu, no mês, quase 15%. Mas o que causou o “buraco” de junho foi a carne de frango salgada – resumida a menos de 5 mil toneladas, o que significou queda de 38% sobre junho de 2011 e de 77% (!) em relação ao mês anterior.


Porém, isso não foi causado por questões econômicas e, sim, por razões contratuais. Explicando: o grande mercado da carne de frango salgada é a União Europeia, que adquire o produto através de quotas. E – conforme um exportador – o “ano/quota” da carne salgada vence no mês de junho. Ou seja: frente ao risco de perda do prazo-limite, os embarques finais do “ano/quota” são antecipados para maio, fazendo com que o volume de junho recue drasticamente – um fato que vem se repetindo anualmente desde 2010, sem exceção.


Isso considerado, as exportações de julho tendem a se recuperar, inclusive porque o mês tem mais dias uteis que junho. É quase impossível, no entanto, repetirem-se os bons resultados de maio passado.





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