Agronegócio

Cascavel (PR) monitora casos de raiva bovina

Três vacas de duas fazendas morreram depois de serem atacadas por morcegos contaminados com o vírus da raiva
Por: -Andréa Lombardo
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O Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento de Cascavel (PR) está vistoriando as propriedades agrícolas do Distrito Rio do Salto para monitorar possíveis casos de raiva no gado da região. Três vacas de duas fazendas morreram depois de serem atacadas por morcegos contaminados com o vírus da raiva. Os casos começaram a aparecer no final de dezembro. Nas duas propriedades, os técnicos constataram que a imunização ocorreu tardiamente.

Um dos animais foi sacrificado, na manhã dessa quinta-feira (18-01), com sintomas da doença e os técnicos coletaram material para análise e confirmação. Em 2006, houve mais de 30 casos de morte de gado por raiva, o que motivou a secretaria a instituir a obrigatoriedade da vacinação nos 40 municípios abrangidos pelo Núcleo de Cascavel.

O chefe do Núcleo, Piotre Laginski, disse que as propriedades, em um raio de 12 quilômetros das fazendas onde houve a contaminação, já foram visitadas para verificação da vacinação do rebanho, da existência de animais com suspeita de raiva e, também, de possíveis abrigos de morcegos. Ele garantiu que a situação está sob controle, pois não houve indicação de novos ataques. Em dois locais onde foi levantada suspeita de que serviam de abrigo para os morcegos, a secretaria instalou redes para captura.

A Vigilância Sanitária de Cascavel, informou Laginski, também está vacinando cães e gatos em um raio de três quilômetros das propriedades onde houve confirmação da doença.

Laginski ressaltou que é importante que os produtores rurais, ao primeiro sinal da doença em seu gado, avisem a Secretaria de Agricultura e evitem contato com o animal.

Os principais sintomas são febre, salivação excessiva e dificuldade de locomoção. Como não há cura para a raiva, os técnicos fazem o isolamento do animal, aguardam sua morte para coleta de material sorológico e providenciam o enterro imediato para evitar que animais selvagens se contaminem comendo a carne.

A proximidade com o Parque Nacional do Iguaçu -onde a ocorrência de morcegos é grande- também reforça a necessidade de trabalho preventivo mais intenso contra a raiva na região. Para Laginski, a maior preocupação é com a contaminação de pessoas, uma vez que a doença é fatal. Ele destacou, ainda, que a secretaria não recomenda que os próprios donos do gado doente façam o sacrifício dos animais. Além de ser um risco de contaminação, o abate antecipado pode comprometer a qualidade do material sorológico que é coletado para se confirmar a presença do vírus da raiva.

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