Casos de raiva caíram 57% em 2015 em Mato Grosso do Sul
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Agronegócio

Casos de raiva caíram 57% em 2015 em Mato Grosso do Sul

de 89 focos em 2002, iagro contabilizou apenas 9 focos no ano passado
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Verificou-se uma redução, em 2015, de 57% nos casos de raiva bovina em relação à média dos últimos 8 anos, conforme dados da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de MS (Iagro). Em 2002, foram registrados 89 focos em 19 municípios, contra apenas 9 focos em 7 municípios no levantamento feito pela agência em 2015. 

A raiva nos herbívoros causa enormes prejuízos à pecuária nacional. No Estado de Mato Grosso do Sul, a ocorrência dessa doença fatal, transmitida dos animais para o homem, é favorecida pela posição geográfica e em consequência de fatores como a topografia e o clima favoráveis ao desenvolvimento de diversas espécies de morcegos, principalmente do morcego-vampiro (hematófago) – principal transmissor da doença nos herbívoros (bovídeos, equídeos, ovinos, caprinos).

Segundo o médico-veterinário Fabio Shiroma de Araujo, coordenador do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros da Iagro, a agência tem realizado um trabalho constante, atuando principalmente de forma preventiva.

Conforme explicou Fabio, o controle da população desses transmissores é realizado por meio de visitas às propriedades rurais, organizadas com base em análise de risco da raiva no Estado, e as ações de captura são direcionadas às regiões mais propensas à ocorrência da enfermidade, para busca de possíveis abrigos e realização da captura. Durante essas visitas, também é realizado um intenso trabalho de orientação e educação sanitária com os produtores e trabalhadores do campo. 

Esse trabalho permanente da Iagro foi que resultou na queda em 57% do número de casos de raiva em relação à média dos últimos 8 anos.

Segundo Fabio, além do apoio dos produtores à intensificação do trabalho preventivo de vistoria de abrigos, em áreas consideradas de maior risco, o atendimento, a colheita de material e o exame nos casos de suspeitas de doenças nervosas, o treinamento dos fiscais e agentes fiscais agropecuários e a realização de palestras voltadas para os produtores rurais sobre educação sanitária  proporcionaram significativa redução desses índices e aumento do número de animais capturados.

Em 2015, foram 2.341 visitas contra 635, em 2008, e as vistorias de abrigos e capturas passaram de 37, em 2010, para 471 em 2015. Já as palestras sobre educação sanitária saltaram de 92, em 2008, para 427, em 2015. 

Também em 2008, foram capturados 521 morcegos hematófagos e, em 2015, 2.292.

O número de herbívoros vacinados, desde 2008, manteve-se estável. Naquele ano, foram pouco mais de 8,2 milhões, e em 2015 a agência registrou 8,7 milhões de animais que receberam a vacina.

A recomendação da Iagro para os produtores que observarem casos suspeitos é que não manuseiem estes animais, em razão do risco de contraírem a doença.


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