Cavalos nos festejos Farroupilhas necessitam preservação do bem estar

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Cavalos nos festejos Farroupilhas necessitam preservação do bem estar

Cuidados no manejo e transporte dos equinos são fundamentais para evitar avanços de doenças como o Mormo
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Cuidados no manejo e transporte dos equinos são fundamentais para evitar avanços de doenças como o Mormo

A programação dos festejos farroupilhas se intensifica a partir dos próximos dias em todo o Rio Grande do Sul, com ênfase nos desfiles a cavalo em Porto Alegre e em várias cidades do interior. Como ainda existem animais com resultado positivo para o Mormo, um ano após a confirmação do primeiro caso da doença no Estado, o Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS) alerta para que os cuidados sejam mantidos, até porque ainda não há prazo para a erradicação da enfermidade.

Causada por uma bactéria, o Mormo é uma doença infecciosa que atinge principalmente os equídeos, mas também é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para seres humanos. Alguns sinais clínicos frequentes são febre, tosse, corrimento nasal, lesão cutânea e prostração. Na fase final da doença, a broncopneumonia pode levar o animal à morte por insuficiência respiratória. Não existe tratamento ou vacina específica. O exame para Mormo no Estado pode ser realizado pelo laboratório da Hípica, em Porto Alegre. Atualmente o resultado demora cerca de dez dias úteis.

Com relação à participação nos desfiles farroupilhas, o delegado sindical do Simvet/RS, João Júnior, salienta a importância em manter certos cuidados, como, por exemplo, não colocar os animais para beber ou comer em cochos comunitários. Destaca ainda que para participar de eventos equestres é preciso ter a Guia de Transporte Animal (GTA). Para a emissão do documento, são necessários os exames de Mormo e de Anemia infecciosa, que têm validade de 180 dias, e a vacina da Influenza, que tem validade de 365 dias. “Também é fundamental participar de eventos onde haja um Responsável Técnico cuidando para que todos os cavalos estejam com a GTA e os exames em dia”, ressalta. 

Segundo Júnior, também são importantes algumas ações das prefeituras municipais e das entidades participantes nos eventos, como o isolamento do local onde será realizado o desfile e a presença de um médico veterinário responsável para fiscalizar o bem estar animal. “O veterinário Responsável Técnico tem o dever de olhar o bem estar animal e também de fiscalizar todos os exames. Os cavaleiros devem participar somente de eventos equestres regularizados, que tenham a presença de um médico veterinário fiscalizando a entrada dos animais, para que não entrem cavalos irregulares sem exames”, afirma. 

Texto: Rejane Costa/AgroEffective

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