Celso Moretti defende ênfase em ciência nos livros didáticos
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Imagem: Divulgação
AGRONEGÓCIO

Celso Moretti defende ênfase em ciência nos livros didáticos

Editoras participaram de debate sobre conteúdo relacionado ao agro na Fiesp
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Editoras participaram de debate sobre conteúdo relacionado ao agro na Fiesp. Presidente da Embrapa destacou necessidade de informações precisas e valorização do pensamento científico. “Os educadores têm papel central nas gerações que virão de ter um Brasil melhor, mais justo, mais desenvolvido, ou seja, melhor para todos. Não tenho dúvidas que a agricultura é a maior prova que a ciência deve nortear o aprendizado e o conhecimento transferido em sala de aula e na elaboração dos materiais escolares. Temos a certeza e a convicção que, na formação e no pensamento baseado em ciência é o caminho para construirmos um país melhor e uma sociedade mais justa.”

O presidente da Embrapa, Celso Moretti, defendeu esta visão ao falar para editores de livros didáticos e educadores durante debate realizado no Salão Nobre da Fiesp nesta terça-feira, 05. As editoras presentes, segundo os organizadores, fornecem conteúdo para cerca de 96% dos alunos brasileiros.

A palestra do presidente Celso Moretti teve o título de “Cinco décadas de inovação agropecuária no Brasil” e serviu de ponto central de um debate para aproximar educação e agro buscando um “material didático científico e próximo da realidade do setor”. O evento Diálogos com o setor educacional, cinco décadas de inovação agropecuária no Brasil”, foi promovido pela associação De Olho no Material Escolar.

Em sua apresentação, Moretti destacou a trajetória da agricultura brasileira, mostrando que seu sucesso, em grande medida, tem relação com o uso da ciência e de informações baseadas em conhecimento testado em laboratórios e campos experimentais. “Falar das fantásticas revoluções da agropecuária e das florestas do Brasil e comunicar é contar histórias”, ressaltou. “E é fantástica a saga do Brasil, que saiu de importador, para ter a capacidade de alimentar o País, mas também o mundo, e compartilha com a sociedade brasileira o papel que a ciência tem e os benefícios que a tecnologia traz.”

Letícia Jacintho, presidente da associação “De Olho no Material Escolar”, é produtora rural em Barretos. Ela destacou que o convite para a apresentação tem origem em 2021, quando houve uma primeira reunião com o presidente da Embrapa. E disse de seu entusiasmo em conhecer várias unidades: “Temos que ter orgulho de sermos brasileiros quando vemos uma instituição como a Embrapa.” E citou ter ficado particularmente impressionada com a visita à Embrapa Agrossilvipastorial. No Mato Grosso visitamos fazendas de que a Embrapa era parceira. É um presente para os brasileiros”, destacou Letícia Jacintho.

“Inovar está no nosso DNA. Além de fazer ciência capaz de alimentar a população, temos o desafio, por exemplo, de diminuir as emissões dos gases de efeito estufa”, disse Moretti. “Alimentamos o mundo e preservamos o meio ambiente”, ponderou. Ele salientou que o agro é um motor da economia brasileira, capaz de fazer uma produção que, em 2021, ultrapassou um trilhão de reais e ampliou mercados, mesmo com uma crise mundial.

O ex-ministro Roberto Rodrigues salientou a importância de que a tecnologia faz para o desenvolvimento do país: “Nosso papel na segurança alimentar no planeta é cada vez mais importante, ou seja, trabalhar com a fome junto com a sustentabilidade”. Rodrigues mencionou que a pandemia trouxe um conceito que estava ultrapassado: a segurança alimentar, única garantia que um pais pode ter segurança social e política.

“A fome é inimiga da paz, portanto combater a fome é essencial para um país no mundo”, enfatizou. Roberto Rodrigues disse que “quem vai trazer a segurança alimentar no planeta são os países da faixa tropical e o Brasil é o país líder, não só alimentar mas também para ensinar. O nosso papel na segurança alimentar no planeta é cada vez mais importante: combater a fome e garantir a sustentabilidade”, destaca. Essa é o sentido da vida, tentar construir um mundo melhor por meio da educação, aprender para ensinar.

Camila Cardoso, representando uma das editoras presentes, disse que é importante “trazer para dentro de sala de aula o conceito e orgulho do agronegócio brasileiro.  A Embrapa é um patrimônio reconhecido mundialmente e sugeriu “trazer cientistas da Embrapa no apoio aos materiais didáticos”.


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