Centro de Engenharia do IAC inaugura laboratório de pós-colheita em SP

Agronegócio

Centro de Engenharia do IAC inaugura laboratório de pós-colheita em SP

O laboratório é destinado a pesquisas na área de tecnologia, fisiologia e fitopatologia em pós-colheita de produtos agrícolas
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Será inaugurado no 16 de julho, em Jundiaí, o Laboratório de Tecnologia de Pós-Colheita de Frutas, Hortaliças e Plantas Ornamentais do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA/IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A entrega das novas instalações fará parte das comemorações dos 40 anos do CEA. O secretário-adjunto, Antonio Julio Junqueira de Queiroz, estará presente. O evento começa às 17 horas.

O laboratório é destinado a pesquisas na área de tecnologia, fisiologia e fitopatologia em pós-colheita de produtos agrícolas. A execução da obra teve apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos na ordem de R$ 400 mil. O valor envolve a reforma de um galpão de 160 metros quadrados e a aquisição de equipamentos.

A região destaca-se pela produção de frutas e as novas instalações possibilitam a geração de ferramentas de fácil adoção pelo pequeno e médio produtor e também tecnologias de ponta com vistas à exportação.

O novo laboratório é de fundamental importância para apoiar o agronegócio desses produtos, altamente perecíveis e que, por isso, carecem de cuidados especiais até chegarem ao consumidor. A qualidade e a vida útil de frutas, hortaliças e ornamentais está relacionada às etapas de manuseio, acondicionamento e transporte.

Segundo a pesquisadora Patrícia Cia, os trabalhos que poderão ser realizados no novo laboratório envolvem a avaliação de índices de maturação, estudo da fisiologia do amadurecimento de frutos e caracterização do comportamento do amadurecimento e do potencial de conservação de novas variedades. Também são estudados métodos de conservação, envolvendo refrigeração, embalagens e atmosfera modificada/controlada, controle de doenças e estudo das principais causas de perdas.

Atualmente, pesquisas estão sendo desenvolvidas para se avaliar perdas quantitativas e qualitativas decorrentes de problemas na pós-colheita, suas alterações fisiológicas, a seleção e classificação, a avaliação de embalagens e tecnologia pós-colheita, envolvendo estudos de conservação, controle de doenças, atmosfera modificada/controlada e armazenamento refrigerado. Esses trabalhos são financiados por agências de fomento - como Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Governo do Estado e setor privado.

Até o momento, estudos foram efetuados envolvendo frutas (goiaba, mamão, uva, pêssego, nectarina, ameixa, maçã, marmelo, abacaxi e lichia); hortaliças (alface, rúcula, agrião, brócolis, beterraba, batata, quiabo e morango); e plantas ornamentais (rosa, estrelitizia, helicônia, gerbera e folhagens).

Com o intuito de contribuir para o aumento de renda do produtor, serão estudados também aspectos do processamento mínimo de produtos, como meio de agregação de valor. “Além de atender à demanda dos produtores do Estado, esse laboratório dá suporte aos programas de pesquisa desenvolvidos no instituto que necessitem de estudos em pós-colheita”, afirma a pesquisadora Juliana Sanches.

De acordo com a também pesquisadora Silvia Antoniali, o novo laboratório inclui ainda o estabelecimento de planos de orientação de manuseio dos produtos pós-colheita, tanto para o mercado interno quanto para as exportações. Nesse contexto, acredita-se que os problemas da tecnologia pós-colheita possam ser minimizados por meio da cooperação e comunicação efetiva entre pesquisadores e extensionistas. “O uso das informações técnicas disponíveis, muitas vezes, pode trazer soluções fáceis aos problemas existentes”, complementa a pesquisadora Glaucia Dias.

A relevância da pós-colheita é retratada em números - nessa fase, as perdas podem atingir 30% ou mais da produção total. As pesquisadoras comentam que esse índice é mais elevado nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e as principais causas incluem a falta de mão-de-obra qualificada, a não-adoção de técnicas adequadas durante a produção, colheita e manuseio pós-colheita e a incidência de pragas e doenças. Os métodos comumente utilizados para a conservação dos produtos e redução de perdas são a diminuição ou aumento da temperatura e o controle da umidade relativa e da composição de gases no ambiente de armazenamento.

Além da inauguração do laboratório de pós-colheita, o evento de aniversário irá contar com homenagens e mostra dos trabalhos. O Centro de Engenharia e Automação tem gerado importantes resultados para a pesquisa no Estado e em outras regiões do Brasil. (Com informações das assessorias da Apta e do IAC. Mais informações no site www.iac.sp.gov.br)

SERVIÇO
Comemoração dos 40 anos do Centro de Engenharia e Automação do IAC
Data: 16 de julho, às 17h
Local: Centro de Engenharia e Automação - Rod. D. Gabriel P. B. Couto, km 65, Jundiaí/SP


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