China busca experiência na produção de álcool

Agronegócio

China busca experiência na produção de álcool

A China iniciou a adição do álcool à base de milho em nove províncias
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Representantes do governo da China iniciaram ontem por Brasília uma visita, cujo objetivo será fazer valer o acordo firmado com o governo brasileiro de transferência tecnológica na produção e comercialização de álcool. O Brasil possui 30 anos de experiência com a utilização do álcool como combustível e a China, que iniciou esse processo há cinco anos, quer investigar as medidas de estímulo ao uso do combustível. O governo brasileiro acredita que a cooperação amplia a possibilidade de negociação de um acordo de fornecimento do álcool para a China.

"Queremos exportar e a cooperação tecnológica ajuda o entendimento. A China é um importante parceiro comercial com o qual não temos conflito", afirmou o secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Antônio Sérgio de Melo. Maior produtor mundial de cana-de-açúcar, o Brasil obteve em 2004 uma média de produtividade de 74 toneladas/hectare e média de produção industrial de 80 litros/tonelada de cana.

O Brasil possui parcerias para o fornecimento de álcool para Estados Unidos, Índia, Japão, Coréia do Sul e União Européia. No mercado interno, o governo estima que o uso de álcool deverá crescer por cauda do uso maior venda de veículos bicombustível. A expansão da frota, que passou de 48 mil em 2003 para 300 mil em 2004, dá a medida da ampliação interna do consumo de álcool.

A China iniciou a adição do álcool à base de milho em nove províncias. Segundo informou o chefe da missão chinesa, Sun Xiaokang, o consumo combinado nessas províncias é de 10 bilhões de litros, sendo 9 bilhões de gasolina e 1 bilhão de litros de álcool.

"A China é um país em desenvolvimento que tem registrado crescimentos acelerados e, por causa disso, enfrentamos desafios e carências de combustível e energia. E foi com fins econômicos que adotamos a mistura do álcool à gasolina em nove das nossas 31 províncias", disse Sun Xiaokang.

Para ele, as condições climáticas de seu país não recomendam substituir a produção interna de álcool à base de milho pelo de cana-de-açúcar. Nesta semana, os membros da missão visitarão montadoras de automóvel em São Paulo e usinas de produção de etanol em Piracicaba (SP) e concluem os trabalhos no Rio de Janeiro.

Consumo em alta

O consumo global de açúcar per capita deve crescer 6,5% até 2010, porque o aumento da renda na Ásia e na Europa Oriental impulsionará a demanda por refrigerantes, doces e outros alimentos ricos em açúcar, disse a Organização Internacional do Açúcar (OIA).

Até o fim da década, as pessoas consumirão em média 24,2 quilogramas do produto ao ano, em comparação com 22,7 quilogramas no ano passado, disse Peter Baron, diretor executivo da organização.

Os asiáticos passarão a comer mais 2,1 quilogramas, elevando seu consumo per capita de 13,6 quilogramas para 15,8, afirmou.


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