Agronegócio

China investe US$ 1 bilhão no oeste baiano

Esmagadora de soja já está sendo instalada em Barreiras
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A Chongqing Grain Group Co. Ltda vai investir mais de US$ 1 bilhão na Bahia. Segunda maior distribuidora de óleos vegetais comestíveis da China, a empresa já é responsável pela instalação de esmagadora de soja no oeste do estado, em Barreiras, com investimento de US$ 300 milhões. Este primeiro passo representou um marco nas relações entre o Brasil e a China no segmento do agronegócio que abriu grandes possibilidades de outros investimentos, principalmente na área têxtil e de fertilizantes.


O anúncio foi feito pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que esteve em missão com outros representantes do estado no país asiático por dez dias. Segundo a entidade, os investimentos serão nas áreas de portos, indústria, armazenagem e logística.

Segundo a Aiba, a chinesa CQLT Indústrias Têxteis solicitou um estudo para a formação de uma Joint Venture entre a ela e empresas brasileiras. O objetivo é transferir uma unidade têxtil completa ociosa em Chongqing para o oeste baiano. A unidade tem capacidade para produzir fio, tecido e confecções, além de uma previsão de gerar cerca de cinco mil empregos na região. 


Para o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato, a missão na China foi muito positiva e proveitosa. “Mostramos aos nossos compradores e investidores quem somos e o que fazemos. Possuímos, hoje, uma produção tanto de fibras como de grãos em quantidade e qualidade e podemos triplicar as oito milhões de toneladas produzidas, com a incorporação de novas áreas ao sistema produtivo, ampliação da área irrigada e melhoramento da infraestrutura de logística.”, disse Busato. 

Já o vice presidente da Aiba, Celestino Zanella, comentou que a visita foi uma oportunidade extraordinária de ver como é grande o crescimento da economia chinesa. “É impressionante a modernidade das rodovias, edifícios, aeroportos, portos, universidades, escolas e centros comerciais. O crescimento da renda dos chineses é visível. A necessidade deles aumentarem os relacionamentos comerciais será o foco. Isto inclui investimentos no Brasil e principalmente na Bahia.”, concluiu Zanella.

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