Chineses querem ampliar importação da soja de MT

Agronegócio

Chineses querem ampliar importação da soja de MT

Dados da Chinatex indicam que, atualmente, a China consome 45 milhões de toneladas de soja por ano, das quais 32 milhões de toneladas são importadas
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Maior importadora da China, a Holding Chinatex destacou uma delegação que esteve em Cuiabá (MT) para iniciar um processo de negociação visando ampliar o volume de soja comercializado com produtores brasileiros. Os chineses foram recebidos pela direção da Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) e da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) nessa quinta-feira (13-09). Durante o jantar de negócios, brasileiros e chineses trocaram informações sobre o negócio da soja.

Dados da Chinatex indicam que, atualmente, a China consome 45 milhões de toneladas de soja por ano, das quais 32 milhões de toneladas são importadas (71%). A maioria do volume importado vem do Brasil, e Mato Grosso tem papel importante, já que a estimativa é de que 50% dessa quantia seriam produzidos no estado. A Chinatex responde por 10% do total de soja importada na China, o que lhe garante o título de maior importadora daquele país. Além de soja, algodão e lã de carneiro são outros produtos priorizados pela empresa, que conta ainda com unidades de manufatura de tecidos e roupas.

Da mesma forma, a Chinatex também possui uma unidade esmagadora de soja. “Temos interesse em ampliar nossos negócios com o Brasil e em iniciar um contato direto com os produtores de Mato Grosso. Estamos ampliando nossa capacidade de esmagamento de 1 milhão de toneladas para 2 milhões de toneladas, e para isso precisaremos incrementar nossa importação”, observou Zhao Guo Ya, presidente da Holding Chinatex.

Uma das possibilidades de negócios entre China e Mato Grosso discutida durante a reunião foi a compra da soja do Estado via Centro Grãos, a Central de Comercialização de Grãos da Famato. Dessa forma, o importador financiaria a produção diretamente ao produtor, sem a presença de intermediários e sem a necessidade de investimento em logística e armazéns.“É um modelo novo para o Estado, mas já conhecido no sul do País. Na prática, o produtor ‘reserva’ parte de sua produção para o comprador, que recebe o produtor diretamente nos navios. Para isso, a compra é feita com pré-pagamentos”, explica João Birkhan, da Centro Grãos.

Durante a reunião, o presidente da Aprosoja, Rui Prado, apresentou à delegação chinesa dados sobre a produção de soja mato-grossense e projeções para a próxima safra. “Conforme dados do USDA (United States Departament of Agriculture), a perspectiva é de que nos próximos anos a China se torne o maior importador mundial de soja o Brasil se consolide como o maior exportador no mundo”, reiterou Rui. As informações são da assessoria de imprensa da Aprosoja/MT.


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