Chuva abundante favorece ferrugem asiática no Paraná

Agronegócio

Chuva abundante favorece ferrugem asiática no Paraná

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Chove bem no Paraná, e os agricultores devem redobrar a atenção aos sinais da presença de focos de ferrugem asiática nas lavouras de soja. “O momento é de preocupação”, afirma o engenheiro-agrônomo da Emater, Edson Luis Diogo de Almeida. “Umidade e calor são ideais para ao aparecimento de fungos”, atenta ele abrindo um parênteses: “Condições secas (temperaturas acima de 30 graus) e chuvas excessivas não são interessantes para a disseminação da doença”, completa.

Não há como estimar as perdas já causadas pelo fungo nesta safra. O prejuízo só na safra anterior foi de quase US$ 550 milhões. A doença afetou praticamente todas as regiões produtoras de soja, principalmente onde o plantio foi tardio, inclusive no Paraná. Outro agravante. O produtor fica praticamente impossibilitado, em sendo necessário, de aplicar o defensivo (fungicida ou agrotóxico) em dias de chuvas. “A máquina (trator) não consegue entrar na área”, explicou. Neste caso, vale muito fazer o monitoramento da área, pelo menos a cada três dias.

Segundo o Consórcio Anti-Ferrugem, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a doença já foi encontrada em 12 estados brasileiros em 216 municípios. O Paraná é o estado com maior número de focos. São 124 municípios, sendo 72 focos em aéreas comerciais.

O SOS Soja/Bayer Maringá registrou focos da ferrugem da soja em onze cidades (Sarandi, São Pedro do Ivaí, Ourizona, Maringá, Mandaguaçu, Astorga, Bom Sucesso, Cruzmaltina, Doutor Camargo, Faxinal e Floresta). A UEM também aparece como fonte da informação do surgimento do foco no município de Ivatuba. Os dados constam na página do Sistema Alerta da Embrapa, no endereço: http://tamboril.cnpso. embrapa.br.

“Constatamos um caso, ontem (anteontem), em São Jorge do Ivaí. Provavelmente a informação ainda não está no site”, comentou o engenheiro agrônomo. Os casos listados foram identificados em estágio inicial, de fácil controle. O SOS Soja funciona na Associação Maringaense dos Engenheiros Agrônomos, na avenida Gastão Vidigal nº 1190 e atende das 8h às 17 horas.


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