Chuva ameaça milho e trigo no PR
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Agronegócio

Chuva ameaça milho e trigo no PR

Produtores estão preocupados com excesso de umidade, que favorece o surgimento de doenças
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Afastado o temor com a estiagem prolongada, as atenções dos produtores paranaenses voltam-se para o excesso de umidade, que pode prejudicar o desenvolvimento final do milho safrinha e o início da colheita do trigo. "O milho atingido pela geada está machucado e a umidade acaba sendo a porta de entrada para doenças. Do trigo, temos já 10% da área em maturação e a previsão para os próximos dez dias é de tempo nublado com chuvas eventuais", diz a pesquisadora Margoreth Demarchi, do Departamento de Economia Rural (Deral).

No Rio Grande do Sul, os trigais estão em estágio mais atrasado e as chuvas não trazem riscos. A Emater-RS estima que o pico da colheita deve ocorrer entre 15 e 20 dias após o período habitual. O Estado normalmente colhe entre começo de outubro e fim de novembro. Essa previsão não deve mudar, diz o assistente-técnico da Emater em Passo Fundo (RS), Ataídes Jacobsen.

O que pode compensar parcialmente o descompasso no plantio foi o veranico que o Estado teve há duas semanas, o que acelerou o desenvolvimento das culturas.

No Rio Grande do Sul, até setembro, preocupa a eventual ocorrência de geadas, diz o presidente da Comissão de Grãos da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Jorge Rodrigues. "A safra de inverno está completamente indefinida." Após setembro, a atenção passa a ser com o excesso de chuvas. A previsão meteorológica não indica anomalias no padrão de chuvas, diz Jacobsen. O melhor seria o fenômeno La Niña, que reduz o índice de chuvas no Estado.

SUDESTE

Se a colheita gaúcha atrasar, a disponibilidade no mercado do Sudeste estará mais apertada, pois o trigo do Paraná chega antes e tem vantagens competitivas, analisa Jacobsen. O Rio Grande do Sul cobra 12% de ICMS na venda de trigo em grão para outros Estados. Além disso, o frete do Paraná para o Sudeste é menor.

Em relatório, a Emater-RS observou hoje que 1% da lavoura emitiu espigas até a semana passada, quando o habitual seria atingir 4% nesta época. A umidade no solo é boa, o que deve perdurar, pois há previsão de chuvas para esta semana.


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