Chuva favorece culturas de verão no Paraná
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Agronegócio

Chuva favorece culturas de verão no Paraná

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As chuvas que têm sido registradas em Cascavel, no Paraná, nesses últimos dias estão favorecendo o desenvolvimento das chamadas culturas de verão, principalmente a soja e o milho, considerados os principais produtos cultivados no Oeste Paranaense. A informação é dos engenheiros agrônomos da área de extensão rural.

Segundo eles, o clima é chuvoso mas permite que os produtores possam desenvolver os tratos culturais e a aplicação de produtos para o controle de ervas daninhas. Além disso a alta umidade favorece o desenvolvimento das plantas.

Especialistas aconselham os produtores a realizarem constantes vistorias nas lavouras. O acompanhamento é capaz de detectar, por exemplo, a presença de pragas, principalmente as lagartas que atingem a soja na fase de desenvolvimento vegetativo. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), um órgão ligado à Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), cerca de 25% das lavouras estão em fase de floração. Outros 75% em desenvolvimento vegetativo.

Floração

Em toda a área do Núcleo da Seab de Cascavel, que abrange 28 municípios da região Oeste do Paraná, esse ano foram plantados 439.670 hectares de soja, existindo uma previsão de colheita de 1.343.425 toneladas. O volume representa um acréscimo de 6,5% em relação à safra passada quando foram plantados 414.005 hectares.

Em contrapartida, o milho apresentou redução de 18,2% na área plantada. Foram 66,2 mil hectares esse ano contra, 80.950 hectares no ano passado. A previsão de colheita é de 605.278 toneladas. Grande parte das lavouras de soja continua em fase de desenvolvimento vegetativo e uma pequena parte está em fase de floração. Já no caso do milho, a metade já se encontra na fase de floração.

Panorama em Cascavel

Considerando apenas o município de Cascavel, este ano foram plantados 80 mil hectares de soja, contra 76 mil no ano passado. Enquanto isso a safra tradicional de milho está ocupando este ano 12 mil hectares, contra os 15 mil do ano passado. A explicação para os números é fácil, decorrendo do fato de que, em 2002, o chamado "milho safrinha" apresentou resultados extraordinários, o que deve levar a maioria dos produtores a repetirem a experiência no próximo outono.

Em se confirmando esta tendência, o milho safrinha, vai continuar ocupando o espaço que em outras épocas foi do trigo, que já chegou a ocupar praticamente a mesma área da soja. Na safra anterior, o trigo foi plantado em 110 mil hectares (em toda a área do Núcleo Regional da Seab) e ocupou apenas 12.400 hectares no município de Cascavel.


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