Chuva pode afetar próxima safra de café no Sul de MG

Agronegócio

Chuva pode afetar próxima safra de café no Sul de MG

No Sul do Estado, alguns municípios registraram até 150 milímetros de chuva
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As principais regiões produtoras de café em Minas Gerais começam a trabalhar com a possibilidade de quebra na safra 2008/09, devido ao elevado volume de chuva verificado no mês de julho. No Sul do Estado - região responsável por 50% da produção estadual -, alguns municípios registraram até 150 milímetros de chuva no mês, sendo que a média é de 80 milímetros. De janeiro a julho deste ano, as exportações do grão somaram US$ 1,393 bilhão. Mesmo com a bianualidade, o volume foi 31,23% superior ao mesmo período de 2006, quando foi contabilizado US$ 1,062 bilhão em vendas externas.

O índice pluviométrico foi suficiente para induzir a floração da planta, que está 30 dias adiantada, segundo as principais cooperativas de cafeicultores do Estado. A Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), localizada em município de mesmo nome, na região Sul de Minas Gerais, já começou a avaliar os possíveis reflexos que a floração antecipada pode causar às lavouras e, assim, há possibilidade de redução entre 20% e 30% na capacidade produtiva da safra 2008/09.

No período de dormência do café, que compreende os meses de junho a agosto, é época de volumes baixos de chuva e até de escassez, disse o gerente de desenvolvimento técnico da Cooxupé, Joaquim Goulart de Andrade.

Avaliação:

Analisar o andamento da lavoura de café nos próximos 15 dias para verificar com maior precisão o grau de floração das plantas. Esse é o tempo necessário para dimensionar a perda de produção que pode vir a ocorrer na safra 2008/09, de acordo com o gerente do Departamento de Gestão do Agronegócio da Cooperativa dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (Cooparaíso), localizada na região Sul de Minas, Marcelo Almeida.

Em julho deste ano, o município de São Sebastião do Paraíso registrou 92,5 milímetros de chuvas, sendo que em igual período do exercício passado não ocorreu o fenômeno climático. Em 2005, o índice também foi bem inferior, fechando em 42,5 milímetros de chuva em julho, e em 2004, 32,6 milímetros.

Segundo o técnico agrícola da Associação dos Cafeicultores da Região de Patrocínio (Acarpa), que engloba produtores da região do Alto Paranaíba, José Francisco de Moura, em alguns municípios foi apurado volume de 80 milímetros de chuvas, chegando até a 100 milímetros.

"Se a lavoura não estiver "vestida" (com folhas) o produtor vai perder a florada", lamentou Moura. Segundo ele, o ano agrícola 2008/09 é de safra alta do café, cultura que registra a alternância anual de produção devido ao fator da bianualidade.

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