Chuvas afetam a qualidade do feijão no Paraná

Agronegócio

Chuvas afetam a qualidade do feijão no Paraná

A colheita segue dez pontos atrasada em relação ao ano passado
Por: -José Rocher
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A colheita de feijão, concluída em cerca de 25% dos 337 mil hectares plantados no Paraná, segue dez pontos atrasada em relação ao ano passado por causa das chuvas, com o agravante de que a umidade derruba a qualidade dos grãos e reduz a renda obtida com a venda da safra. O mesmo clima que anima produtores de soja e milho começa a preocupar quem cultiva a leguminosa, conforme agricultores das regiões Norte, Campos Gerais, Centro-Sul, Oeste e Sudoeste consultados pela reportagem.

Nesta época do ano passado, a colheita do feijão chegava perto dos 40%, conforme registros do Departamento de Economia Rural (Deral) do estado. Desta vez, só as regiões mais adiantadas atingiram esse índice, informa o agrônomo do Deral Carlos Alberto Salvador. “Entre as regiões mais importantes, Cascavel atingiu 40%. Mas Pato Branco ainda está em 10% e Ponta Grossa e Castro em 30%.”

Ele relata que, como está chovendo quase todo dia, há maior incidência de doenças e problemas como germinação na lavoura. Além disso, os produtores se desdobram para aproveitar os intervalos secos e evitar que os grãos sejam afetados.

Os técnicos do Deral calculam que 14% das lavouras apresentam aspecto ruim e 24% estão em condições regulares, ante índices de 8% e 30% registrados nesta mesma época de 2010. A parcela ruim cresceu nas últimas três semanas. As plantações consideradas boas representam 62%, mesmo índice verificado na primeira semana do ano passado.

As avaliações dos impactos das chuvas, por enquanto, são visuais. Ainda há chance de recuperação em algumas áreas, antes que o volume e qualidade sejam afetados.

O produtor Jesse Gomes Prestes, que atua em Castro e Tibagi, nos Campos Gerais, e Andirá, no Norte Pioneiro, relata que o preço da saca pode cair de R$ 70 para R$ 40 quando os grãos saem da lavoura manchados. Ele afirma que, neste caso, o prejuízo é certo, uma vez que os custos passam de R$ 60 por saca.

O Deral mantém estimativa de produção 12% maior que a do ano anterior, passando de 550,47 mil toneladas. Os problemas climáticos da safra – com chuva em excesso no Paraná e seca no Rio Grande do Sul – ainda não atingiram também as cotações. Os preços pagos ao produtor nesta semana estão entre 7% e 1% abaixo dos registrados três semanas atrás, antes das festas de fim de ano, com o feijão carioca a R$ 70 e o preto a R$ 65 por saca.

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