Chuvas afetam feijão, milho e trigo no Paraná
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Agronegócio

Chuvas afetam feijão, milho e trigo no Paraná

Clima pode ter comprometido qualidade dos produtos
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Produtores paranaenses ainda contabilizam os prejuízos causados pelas fortes chuvas que alagaram o estado durante o último final de semana. A enxurrada causou danos a plantações de feijão, milho safrinha, café e atrapalhou a evolução do plantio das lavouras de trigo. De acordo com o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), Francisco Simioni, 85% da área plantada feijão (cerca de 150 mil hectares) e 70% das lavouras da segunda safra de milho (1,9 milhão de hectares) podem ter perda de qualidade se as chuvas persistirem. “Não chega a ser uma catástrofe, mas preocupa bastante”, afirma.

A Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) ainda contabiliza o impacto das chuvas. Muitas áreas produtoras estão inacessíveis, dificultando o trabalho dos técnicos. As atividades de colheita e plantio estão paralisadas em quase todo o estado, conforme o órgão.

O excesso de umidade também aumenta a possibilidade de doenças fúngicas no campo, especialmente as de trigo e milho, segundo Simioni. Estradas alagadas ou bloqueadas atrapalham o escoamento e o fornecimento da produção de leite e aves. O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do estado (Sindiavipar) não tem relato de prejuízos à avicultura até o momento.

Trégua

Até sexta-feira (13) a previsão é de tempo seco para o Paraná, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No sábado, há chuvas previstas para as regiões Sul, Sudoeste e Oeste, e, no domingo, em todo o estado. “Mas elas [as chuvas] não terão o mesmo volume desse último fim de semana”, pondera o meteorologista Luiz Renato Lazinski.

As temperaturas devem cair, mas há pouco risco de geadas. “Existe a possibilidade [de gear] só na região Sul, mas, se ocorrer, será uma geada de baixada, com intensidade fraca”.

A trégua deve ser usada para acelerar a colheita, analisa o agrometeorologista da Somar, Marco Antonio dos Santos. “O produtor tem que correr. Deve chover no fim de semana e isso vai interromper de novo os trabalhos no campo”.

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