Chuvas em outubro dificultaram a colheita nas lavouras de cana-de-açúcar

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Chuvas em outubro dificultaram a colheita nas lavouras de cana-de-açúcar

Indicador do Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) acumulou alta de 5,21% em outubro
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O Indicador do Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) acumulou alta de 5,21% em outubro, fechando a R$ 65,89/saca de 50 kg no dia 31. A média mensal foi de R$ 64,37/saca de 50 kg, 6,06% superior à de setembro (R$ 60,69/saca de 50 kg) e 17,81% acima da média de outubro/17 (R$ 54,64/saca de 50 kg), em termos nominais. Com esse resultado, em outubro, a média de preços foi a mais elevada da temporada 2018/19. O Indicador de Açúcar Cristal ESALQ/BVMF – Santos subiu 4,4% em outubro, fechando a R$ 66,21/saca de 50 kg no dia 31. A média mensal deste Indicador foi de R$ 64,85/saca de 50 kg, 4,61% superior à de setembro/18 (R$ 61,99/saca de 50 kg) e 17,80% acima da média de outubro/17 (R$ 55,05/saca de 50 kg), também em termos nominais.

As chuvas em outubro dificultaram a colheita nas lavouras de cana-de-açúcar em São Paulo, interrompendo a produção do cristal em diversas unidades de processamento. Com isso, a oferta no mercado spot ficou restrita, tendo em conta que as usinas priorizaram o atendimento de contratos negociados anteriormente. Do lado comprador, a demanda por maiores quantidades do cristal foi pontual no correr de outubro.

No Nordeste, os preços seguiram firmes na primeira quinzena de outubro, mas o ritmo das negociações esteve lento. Já na segunda quinzena, apesar do ligeiro aumento na liquidez, algumas unidades produtoras com necessidade de “fazer caixa” ofertaram o adoçante a valores mais baixos, enquanto outras, mais capitalizadas, aumentaram o valor de suas ofertas, sob influência principalmente da alta internacional e no mercado spot paulista.

Segundo dados do Sindaçúcar/PE, a safra em Pernambuco deve seguir até fevereiro/19, com 12 usinas em operação. Segundo o último balanço apresentado pelo sindicato, as 11 unidades já em operação moeram 1,264 milhão de toneladas de cana, com produção de 90,9 mil toneladas de açúcar. Deste total, 93% serão destinadas ao mercado externo. Já em Alagoas, no último boletim divulgado pelo Sindaçúcar-AL, no acumulado parcial da safra 2018/19 (de agosto até 15 de outubro), foram produzidas mais de 224 mil toneladas de açúcar, contra 59 mil toneladas no mesmo período do ano passado.

Em outubro, o Indicador mensal do açúcar cristal CEPEA/ESALQ em Pernambuco teve média de R$ 64,77/sc de 50 kg, altas de 1,49% em comparação com setembro e de 5,25% frente a outubro/17, em termos nominais. Em Alagoas, o Indicador mensal foi de R$ 63,80/sc, 1,24% maior que o de setembro, mas 4,59% inferior ao de outubro/17, também em termos nominais. Na Paraíba, o Indicador mensal do cristal CEPEA/ESALQ foi de R$ 54,80/sc, elevações de 1,39% na comparação mensal e de 3,28% na anual.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), as cotações do açúcar demerara estiveram em alta durante praticamente todo o mês, influenciadas pela queda do dólar frente ao Real, o que tende a diminuir a oferta do produto brasileiro no mercado externo. A baixa produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil também elevou as cotações. Em 24 de outubro, o primeiro vencimento fechou acima dos 14 centavos por libra-peso, patamar que não era registrado desde janeiro/18.

O impulso nas cotações ocorreu após a divulgação dos dados de moagem da região Centro-Sul do Brasil pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), que indicou forte recuo da produção de açúcar. No acumulado da atual safra 2018/19 (de 1º de abril/18 até 16 de outubro/18), foram produzidas 23,39 milhões de toneladas de açúcar no Centro-Sul, queda de 25,34% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, a Datagro revisou para baixo a estimativa de balanço global entre oferta e consumo de açúcar na safra 2018/19, entre outubro deste ano e setembro de 2019, de um superávit de 3,68 milhões de toneladas para um déficit de 715 mil toneladas.

Apenas na última semana do mês, as cotações do açúcar demerara na Bolsa de Nova York estiveram pressionadas. Isso é decorrente da recuperação do dólar frente ao Real e da estimativa do USDA de que a Índia deve produzir 35,9 milhões de toneladas de açúcar na atual safra mundial 2018/19, o que equivale a um aumento de 5% em relação à produção da
temporada anterior.

Cálculos do Cepea indicaram que as vendas internas do açúcar remuneraram, em média, 9,77% a mais que as externas em outubro. Esse cálculo considera o valor médio do Indicador CEPEA/ESALQ e do vencimento Março/19 da Bolsa de Nova York, prêmio de qualidade estimado em US$ 55,15/tonelada e custos com elevação e frete de US$ 55,87/tonelada.

Segundo a Secex, as exportações de açúcar bruto (VHP) totalizaram 1,74 milhão de toneladas em outubro/18, volume 24% menor ao de setembro/18 (2,29 milhões de toneladas) e 29% inferior ao de outubro/17 (2,47 milhões de toneladas). Em relação ao açúcar branco, foram exportadas 192,2 mil toneladas, volume 33,5% inferior ao de setembro/18 (288,9 mil
toneladas) e 53,4% menor que o de outubro/17 (412,5 mil toneladas).

O preço médio do açúcar bruto exportado foi de R$ 1.635/t em outubro/18, 48% maior que setembro/18 (R$ 1.104,10/t) e avanço de 46,5% em comparação com outubro/17 (R$ 1.116,20/t), em termos nominais. Em relação ao açúcar branco, o preço médio foi de R$ 1.407,10/t, queda de 5,9% em relação a setembro/18 (R$ 1.495,2/t), mas alta de 8,3% em comparação com outubro/17 (R$ 1.299,50/t), em termos nominais. A receita com a exportação de açúcar foi de R$ 3,12 bilhões em outubro/18, alta de 5,8% frente a setembro/18 (R$ 2,95 bilhões), mas recuo de 5,2% em relação a outubro/17 (R$ 3,29 bilhões), em termos nominais.

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