Chuvas estão um pouco mais alinhadas, porém mal distribuídas em Mato Grosso

Agronegócio

Chuvas estão um pouco mais alinhadas, porém mal distribuídas em Mato Grosso

As baixas precipitações no Estado trazem aos produtores um sinal de alerta
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As baixas precipitações no Estado trazem aos produtores um sinal de alerta

As chuvas em Mato Grosso nesta safra 2016/2017 estão um pouco mais alinhadas com as médias históricas, pois começou a chover mais cedo. Entretanto, as águas que caem do céu ainda estão mal distribuídas. Em outubro, até o dia 26, as precipitações registradas ficaram abaixo de 100 mm, com destaque para as regiões leste e oeste que apresentaram valores acumulados abaixo dos 50 mm. As baixas precipitações no Estado trazem aos produtores um sinal de alerta.

Os trabalhos de semeadura da soja 2016/2017 atingiram 67,73% dos 9,368 milhões de hectares destinados à cultura em Mato Grosso. Os trabalhos estão mais acelerados devido a chuva ter chegado mais cedo em 2016 apresentando em agosto uma precipitação acumulada de 62 mm na estação meteorológica da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, e de 171,2 mm em setembro, superando os 4,1 mm e 16,8 mm, respectivamente, em 2015.

O primeiro Boletim Agrometeorológico da safra 2016/2017 em Mato Grosso, realizado pela Embrapa Agrossilvipastoril, com base em dados do Agritempo, CPTEC/Inpe e Inmet, mostra que apesar de setembro ter sido o mais chuvoso, o mês de outubro se apresentou mais seco. Na estação meteorológica da Embrapa em Sinop outubro registrou 40,3 mm, abaixo dos 50,8 mm do mês em 2015 e dos 142 mm registrados em 2016.

Entre agosto e outubro 273,5 mm de precipitação foram registradas acumuladas pela Embrapa Agrossilvipastoril, acima dos 71,7 mm de 2015 e os 168,4 mm de 2013.

"Podemos ver que este ano as chuvas estão um pouco mais alinhadas com as médias históricas. Começou a chover mais cedo e em termos de volume total de chuva temos valores mais altos. Porém a distribuição está irregular, com valores não tão altos em outubro, quando começou a janela de semeadura em Mato Grosso", pontua o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Cornélio Zolin.

Outros dois boletins estão previstos para serem divulgados pela Embrapa Agrossilvipastoril. Conforme a entidade, um segundo boletim está previsto para ser divulgado em janeiro, durante a colheita, e outro em maio, que contemplará a segunda safra. O pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Cornélio Zolin, afirma que os boletins não possuem a função de ajudar o produtor no momento de tomar decisões para o campo. Contudo, salienta que serão um importante balizador para os agricultores e para as instituições financeiras no momento de negociar os prazo e resgatar o seguro agrícola em caso de problemas com a safra, mais precisamente climáticos.

Produtores atentos

“O clima é um importante item na composição dos fatores de produção. Do ano passado para cá, especificamente, ficou mais clara essa tendência devido ao impacto prejudicial que a forte seca causou nas lavouras. Se até então era possível contar com certeza de sol e chuva nas horas certas, agora o agricultor tem que ficar sempre atento a como está o tempo lá fora”. A observação é do diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Nery Ribas.

Nesta quinta-feira, 03 de novembro, representantes da diretoria da Aprosoja-MT visitam a unidade da Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas (SP). A visita tem como pauta o uso de tecnologia para aperfeiçoar as previsões climáticas.

A visita na unidade da Embrapa, de acordo com a Aprosoja-MT, complementa a reunião do início desta semana com o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Francisco de Assis Diniz, ocasião esta onde os produtores foram informados que a partir de 2017 o Instituto irá ampliar sua base com a inclusão de mais cinco novas estações meteorológicas, além da possibilidade de adicionar o sistema do órgão as mais de 100 estações meteorológicas privadas já existentes.

“De todas essas aproximações, sairão ideias para o nosso planejamento de 2017, que já está em curso. A ideia é identificarmos o que há de melhor para podermos oferecer ao nosso associado no quesito meteorologia”, explica o diretor técnico da Aprosoja-MT, Nery Ribas.

 


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