Chuvas irregulares servem de alerta

Agronegócio

Chuvas irregulares servem de alerta

Para Aprosoja/MT sinal amarelo está aceso, apesar de o ritmo de plantio estar muito avançado na comparação anual: cautela é bem-vinda
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Para Aprosoja/MT sinal amarelo está aceso, apesar de o ritmo de plantio estar muito avançado na comparação anual: cautela é bem-vinda

Quarenta dias se passaram desde a liberação do plantio da soja em Mato Grosso, com o fim do Vazio Sanitário no dia 15 de setembro, e quase 50% da área estimada à safra 2016/17 da cultura está semeada. O ritmo empregado no campo evoluiu nas últimas semanas de maneira inédita e chama à atenção de lideranças do setor que pedem cautela, já que as chuvas não estão regulares e nem presentes em as regiões. O sinal está verde para as plantadeiras, mas amarelo para a ansiedade de alguns produtores. A preocupação é de que eles estejam plantando sem condições ideais de umidade, na esperança da chegada das chuvas ou da intensificação delas. Algumas regiões abriram a semana com mais de dez dias com lavouras sem chuvas e com chances de replantio nos talhões. 

O agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima, informa que as chuvas ocorrerão durante toda a semana, mas em forma de pancadas irregulares. “Os agricultores devem estar atentos neste momento de plantio, porque não há garantias de que as chuvas ocorrerão nas áreas de lavouras”, alerta. No início de novembro é que as chuvas começarão a regularizar no Centro-Oeste. 

Até a última sexta-feira, conforme nova atualização promovida pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 42,27% da área de 9,3 milhões de hectares já foi semeada. 

As equipes do Circuito Tecnológico Etapa Soja, evento promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), que estão viajando por Mato Grosso para verificar a situação da safra de soja, relatam a apreensão dos agricultores com as precipitações neste início de plantio. Em muitos municípios, as lavouras começaram a ser semeadas, mas há uma paralisação dos trabalhos aguardando a regularização das chuvas. 

De acordo com o diretor técnico da Aprosoja/MT, Nery Ribas, neste período é preciso muita atenção e a busca de informações quanto à questão climática, pois com o alto custo de produção não se pode correr riscos. “É um olho na plantadeira e outro nas previsões climáticas”, afirma Ribas. 

Outra preocupação é com relação ao replantio. Como explicou o presidente da Entidade, Endrigo Dalcin, apesar do alerta para a situação climática, de modo geral o plantio corre bem. “A preocupação é com as áreas semeadas para que elas não venham a passar por estresse hídrico e correr risco de produzir menos. Pois onde não choveu nada, o produtor não plantou. Onde chove, o produtor planta e qualquer interferência do clima pode trazer riscos”. A possibilidade de replantio, é até o momento irrisória. “No entanto, tivemos uma oferta bastante ajustada de sementes e se houver necessidade elevada de replantes sabemos que há mais variedades disponíveis, pelos menos a mais utilizadas e de produtividade assegurada e então teremos materiais mais ‘fracos’, ciclo irregular e mais custos”, completou. 

Luís Alberto Batista planta 190 hectares de soja em Nova Mutum (269 quilômetros ao Norte de Cuiabá). Ele iniciou a semeadura dia 5 de outubro, aproveitando as chuvas regulares na região. “Ano passado a safra foi ruim, colhemos 38 sacas por hectare. Ainda estamos receosos por causa do clima e dos preços, mas esperamos o melhor”, afirma. O agricultor ainda não comercializou a safra, está aguardando um bom preço. 

O Circuito Aprosoja Etapa Soja percorre as regiões leste, sul e norte de 24 a 28 de outubro. 


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