PRESSÃO CLIMÁTICA

Chuvas são insuficientes na Argentina

Auxiliam uma porcentagem reduzida de cultivos de soja de segunda etapa
Por: -Leonardo Gottems
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Após quatro meses de seca, Buenos Aires (província mais atingida pela seca na Argentina) voltou a registrar chuvas. Os maiores índices ocorreram nas zonas norte, nordeste e parte do sudeste de Buenos Aires, chegando a registrar de 30 a 50 milímetros em alguns locais. Elas também chegam em parte de La Pampa, mas em menores quantidades; já Córdoba, Santa Fé e Entre Ríos seguem aguardando as chuvas.

A umidade do solo pode começar a mostrar sinais de recuperação em áreas onde o índice pluviométrico foi maior. Esse processo depende muito da previsão climática para os próximos dias, se elas se confirmarem e mais chuvas chegarem nas próximas semanas, o solo registrará umidade suficiente para o plantio do trigo, que inicia em maio. 

Apesar disso, fontes consultadas pelo La Nación informam que o impacto das chuvas ainda é muito baixo para a atual safra de soja e milho, que já estão com a colheita em andamento. Os índices apenas podem auxiliar uma porcentagem reduzida com cultivos de soja de segunda etapa, que são plantados mais tardiamente logo após o trigo, e algumas plantações de milho, que poderiam melhorar seus rendimentos. 

A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) atualizou, na semana passada, suas previsões para o volume da produção desses setores. A soja deverá ter uma queda de produção de 30% em relação à safra 2016/17, passando dos 57,3 milhões para 40 milhões de toneladas; já para o milho a projeção é de 32 milhões de toneladas, 15,8% a menos do que as 38 milhões de toneladas obtidas na safra anterior. Em seu total, as perdas devem girar em torno de US$4,6 bilhões.

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