DEPOIS DA PRESSÃO

Cidade de Rosario desiste de proibir o glifosato

Entidades agropecuárias argentinas destacaram que até Cristina Kirchner autorizou o uso do produto
Por: -Leonardo Gottems
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Duas semanas depois de proibir a utilização do herbicida glifosato no município de Rosario, na Argentina, a Câmara de Vereadores da cidade desistiu dessa decisão. Com forte protesto de entidades agropecuárias e discussão acalentada na casa legislativa, os legisladores chegaram a conclusão que devem desistir da medida.

Em vez da proibição, os vereadores de Rosario decidiram modificar para uma exigência de um “cumprimento de protocolo” para poder utilizá-lo. A ideia de proibição foi sepultado e as sugestões de modificação serão votados nas próximas semanas.

A sessão na Câmara de Vereadores de Rosario contou com a presença de entidades como a Associação dos Produtores do Plantio Direto da Argentina (Aapresid) e a Associação dos Produtores de Soja da Argentina (Acsoja), além de executivos da Bolsa de Comércio de Rosario. O consenso das entidades é que a nova norma atentaria contra o presente econômico da cidade e que as preocupações “carecem de rigor científico”.

Além disso, eles ressaltam que o herbicida passa por todas as agências de controle, como o Senasa (a Anvisa do país vizinho) e disseram que mesmo o governo da ex-presidente Cristina Kirchner, hostil ao agronegócio, aprovou o uso do produto.

“Acreditamos que aos vereadores falta informação. Em 2009, Cristina, com o que significou seu governo para o agro, convocou um painel e concluiu que o glifosato não era perigo”, disse o presidente da Aapresid, Pedro Vigneau. Ele ainda destacou que naquela ocasião foi uma decisão unânime do painel.

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