Cidasc testa criação de frangos de Santa Catarina
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Agronegócio

Cidasc testa criação de frangos de Santa Catarina

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Para manter o classificação de zona livre da gripe do frango, e desta forma garantir a exportação da carne catarinense para novos mercados, principalmente asiáticos, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), vai implementar testes de sorologia no rebanho avícola do Estado a fim de identificar e eliminar eventuais vírus não-patogênicos que depois de uma série de mutações podem causar a doença.

Ao todo, serão sete coletas com intervalos de seis semanas cada. A segunda, em plena fase de execução, prevê o recolhimento de 90 amostras de soro sanguíneo, raspados de traquéia e cloaca de 38 aves. As coletas são feitas por amostragem e executadas por técnicos do Serviço de Inspeção Federal (SIF) momentos antes do abate, dentro do pátio dos frigoríficos. O material coletado é encaminhado para análise em laboratórios especializados credenciados pelo Ministério da Agricultura.

O veterinário e coordenador dos Programas de Sanidade de Aves em Santa Catarina, Adelino Renuncio, explicou que os resultados da primeira sorologia, realizada em dezembro, ainda não foram divulgados. Se o levantamento apontar a presença de algum tipo de vírus não-patogênico, a Cidasc pretende fazer uma grande varredura a fim de evitar a mutação que pode resultar no surgimento da doença patogênica que em casos extremos causa até a contaminação e morte de seres humanos. A exemplo de outros Estados do Brasil, Santa Catarina nunca apresentou casos da gripe do frango.

Desde que a doença começou a fazer vítimas em países da Ásia, no ano passado, o Brasil optou por proibir a entrada de produtos e subprodutos oriundos de regiões em que ficou comprovada a existência da doença. A medida objetiva a criação de um mecanismo de segurança que possa manter o país exportando carne de frango e derivados para mais de 120 países.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Frangos (Abef), Julio Cardoso, a influenza aviária poderá contribuir para as indústrias brasileiras abastecerem de forma mais agressiva os mercados asiáticos que estão impedidos de produzir aves.

Se confirmada essa tendência, as vendas externas do Brasil podem fechar o ano com um incremento de 10%. Em outras palavras, o ganho nas exportações pode chegar a 15% na receita cambial, o que significa, na prática 2,2 milhões de toneladas com um faturamento de US$ 2,1 bilhões.

Além da Ásia, as indústrias querem acessar novos mercados como México, Chile, Guatemala, e até Estados Unidos. Com 687,6 milhões de cabeças abatidas com inspeção federal e 579 mil toneladas de carne in natura encaminhadas para fora do País em 2002, Santa Catarina foi responsável por 36,2% das vendas externas do Brasil.


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