Cientistas modificam levedura para vinhos

CHILE

Cientistas modificam levedura para vinhos

A primeira parte da pesquisa busca descobrir quais genes de levedura afetam diretamente certos processos
Por: -Leonardo Gottems
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Uma pesquisa da Universidade de Santiago, no Chile, está trabalhando na identificação de vários genes nas leveduras utilizadas nos processos vitivinícolas, para no futuro modificá-las geneticamente e assim melhorar as características do vinho. De acordo com Claudio Martinez, biólogo e diretor do Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia da Universidade, são muitas as implicações do projeto para a indústria. 

"A fermentação é um estágio crítico para a qualidade do vinho. Portanto, para encontrar genes que atuam, por exemplo, na capacidade da levedura para se alimentar durante este processo permitirá a intervir geneticamente nela e dar um importante passo no sentido de uma nova geração de leveduras adaptadas aos nossos desejos, para atuar de forma mais eficiente e assim, evitar, por exemplo, atrasos no processo ou bactérias que podem oferecer características indesejadas", comenta. 

A primeira parte da pesquisa busca descobrir quais genes de levedura afetam diretamente certos processos de fermentação para, em seguida, modificá-las geneticamente e criar a primeira levedura chilena voltada especificamente para melhorar o processo de produção de vinho. "O aumento da concorrência internacional levou a indústria a inovar tanto no produto quanto no processo. No caso da fermentação, as melhorias tradicionais se devem à tecnologia incorporada nos equipamentos, apenas recentemente a adoção de novos desenvolvimentos de enzimas e leveduras, áreas de grande potencial e em que está sendo desenvolvida uma excelente pesquisa no Chile”, indica o líder do projeto. 

O projeto está em fase de identificação dos genes e espera-se, a curto prazo, poder intervir nas características definidas para criar a primeira levedura industrial geneticamente modificada no Chile. Na equipe também são, além de especialistas da Universidade de Santiago, pesquisadores da Universidade do Chile e da Universidade Católica de Valparaíso. 


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