Citricultores de Taquaritinga correm risco de perder a produção

Agronegócio

Citricultores de Taquaritinga correm risco de perder a produção

Falta de compradores faz com que fruta apodreça no pé
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Sem ter para quem vender, os produtores de laranja da região de Taquaritinga estão deixando a fruta no pé. Os pomares carregados são cenário comum em toda a região, mas o tempo da colheita está se aproximando e faltam compradores, o que faz com que as frutas apodreçam no pé. De acordo com o Sindicato Rural de Taquaritinga, metade dos 7 mil produtores da região está sem contrato este ano.

O citricultor Luiz Fernando Cazari tem 25 mil pés em seu sítio, no distrito de Guariroba. Parte da produção, que amadureceu de forma precoce, já está no chão, comprometendo 15% da sua safra. Cazari não tem contrato com nenhuma indústria de suco e, das cinco existentes no Estado de São Paulo, apenas uma está comprando a fruta.

De acordo com o produtor, o valor pago – R$ 3,50 a caixa de 42 quilos - não tem compensado os custos de produção, já que os gastos com colheita, transporte, defensivos e pagamento de impostos chegam a R$ 12 por caixa.

O citricultor da região de Itápolis, Humberto Francisco Nucci, passa pelo mesmo problema. A indústria para a qual vendia não quis renovar o contrato e ele não teve resposta das outras empresas.

Segundo o presidente do Sindicato de Taquaritinga, Marco Antônio dos Santos, há a expectativa de que as indústrias, que voltam a moer a laranja no início de julho, comprem a produção da safra que está sendo iniciada, mas ainda não há definição de preço.


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