Clima favorável impulsiona safra verão de grãos

Agronegócio

Clima favorável impulsiona safra verão de grãos

A produção de soja ganha força, principalmente no Paraná e Mato Grosso
Por: -Ana Carolina
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A safra verão de grãos 2006/07 tem a seu favor dois fatores: clima favorável e previsão de menor incidência da ferrugem asiática. Fatores que ampliaram as projeções de produção e produtividade principalmente para soja e milho, com destaque para o Paraná e Mato Grosso. Levantamento de campo da Agroconsult, realizado entre o final de novembro e início de dezembro, aponta para aumento de 5,8% da produção em relação à safra verão passada, avançando de 99,5 para 105,3 milhões de toneladas de grãos.

A produção de soja deverá crescer de 52,6 (2005/06) para 56,1 milhões de toneladas (2006/07). E a de milho passará de 31,8 para 33,6 milhões de toneladas - não foi considerada a safra de inverno. A área plantada sofrerá uma redução de 3,2% nesta safra verão, caindo de 38,3 para 37 milhões de hectares. Soja terá 20,8 milhões de hectares, 5,6% a menos que na safra passada. E milho reduzirá de 9,6 para 9,3 milhões de hectares (-3,3%).

O desenvolvimento da safra vai bem em praticamente todas as regiões. Bom volume de chuvas em praticamente todas as áreas produtoras proporcionaram um excelente início de safra, à exceção de algumas regiões no Norte-Nordeste, onde as chuvas abaixo do normal têm atrasado o plantio. No país, a projeção de produtividade média aumentou de 43 para 45 sacas por hectare.

No Paraná, por exemplo, a área para soja ficou praticamente estável (de 4 milhões para 3,98 milhões de hectares), mas a produção subiu de 10,8 para 11,5 milhões de toneladas, com produtividade avançando de 45 para 48 sacas por hectare. No Mato Grosso, a produção subiu de 12,9 milhões para 14,2 milhões de toneladas, produtividade de 43 para 47 sacas por hectare, mesmo mantendo a área (5 milhões de hectares).

Neste estado, o clima seco em novembro prejudicou um pouco as variedades precoces, porém, limitou a ocorrência da ferrugem asiática. "As chuvas recentes beneficiaram ciclos médios e tardios e devem dar condições para o surgimento do fungo, mas de qualquer forma deverá ser um problema menor que no ano passado, quando a doença apareceu muito cedo, em fases bem iniciais de desenvolvimento das lavouras. Nesta safra foi diferente e parte disso pode ser creditado ao vazio sanitário imposto este ano", comentou Douglas Nakazone, consultor da Agroconsult.

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