Clima favorece trigo na região de Campo Mourão/PR

Agronegócio

Clima favorece trigo na região de Campo Mourão/PR

Não há riscos de formação de geadas até o fim do mês
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Após o susto com a estiagem, os produtores rurais respiram agora mais aliviados. Além da chuva, que caiu na última semana - média de 100 milímetros na região-, as temperaturas amenas estão contribuído para o desenvolvimento das lavouras de trigo. E o melhor, pelo menos até o fim de junho não há previsões de geadas.


O engenheiro agrônomo da Coamo, Lucas Simas de Oliveira Moreira, estima que apenas 10% do trigo esteja na fase de espigamento na região. O restante da lavoura encontra-se em processo vegetativo. “O único risco de perdas com geada é a cultura que está em fase de espigamento. Porém, pelo menos por enquanto, segundo as previsões, não há riscos de formação de geadas até o fim do mês”, avisa.

No entanto, o agrônomo alerta os produtores para riscos de doenças na cultura. Segundo ele, é importante o monitoramento constante nas lavouras, pois o clima mais úmido e temperaturas amenas favorecem o aparecimento da ferrugem do trigo e manchas foleares, o que acaba comprometendo a produção. “São doenças que o produtor já está acostumado e habituado a fazer o controle. Mas é sempre importante não descuidar”, pede, acrescentando que o plantio do trigo já terminou na região.


De acordo com levantamento da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) de Campo Mourão, a região plantou uma área de 100 mil hectares de trigo, a previsão de colheita é de 245 mil toneladas. No Paraná a produção de trigo neste ano caiu 12%, passando de 1,17 milhão de hectares plantados no ano passado para 1,03 plantados este ano. Com a redução de área, a produção esperada também é menor, devendo cair de 3,44 milhões de toneladas colhidas no ano passado para 2,85 milhões de toneladas, uma queda de 17% na produção.

Milho

Já em relação ao milho, Moreira explica que os prejuízos maiores ocorreram em terrenos arenosos e em plantações mais tardias. Porém ele afirma que ainda não há levantamentos de perdas. O agrônomo estima que em torno de 75% das lavouras de milho estejam na fase final de enchimento de grãos. O restante na fase de maturação. “A chuva acabou recuperando algumas plantações que vinham sofrendo. Houve perdas, mas ainda não tem como calcular.”


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