Clima impacta no preço das hortaliças
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Imagem: Pixabay
MERCADO

Clima impacta no preço das hortaliças

Pouca oferta e quebra na produção impactaram tomate, cebola, cenoura, batata e alface
Por: -Eliza Maliszewski

Os efeitos climáticos nas regiões produtoras brasileiras têm provocado movimentos de alta nos preços de frutas e hortaliças no país. Uma das mais atingidas foi a cenoura, que registrou os maiores patamares dos últimos anos. Os dados são do 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (17), que traz a cotação dos produtos nas Centrais de Abastecimento (Ceasas). De acordo com o boletim, as chuvas frequentes na principal região produtora e abastecedora nacional de cenoura, em São Gotardo/MG, provocaram perdas nas lavouras e baixa produtividade, e mantêm a tendência de alta no mercado atacadista neste mês de março.

A cebola e a batata também não ficaram muito atrás. Com origem concentrada na Região Sul, principalmente em Santa Catarina, a cebola segue com cotações elevadas. Além disso, a oferta em fevereiro foi menor em comparação com o mês de janeiro. Para compensar, já se observa um aumento nas importações. A batata, que ficou mais cara em todas as Ceasas analisadas, mostrou percentuais significativos especialmente em Recife/PE (76,98%) e Curitiba/PR (40,93%). A menor disponibilidade do produto de Minas Gerais e Paraná, grandes abastecedores do mercado, tem exercido pressão sobre os preços, embora haja indícios de certo arrefecimento em março.

No caso do tomate, o movimento de alta iniciado nos últimos meses de 2021 continua ascendente. Em fevereiro, somente três mercados tiveram quedas nos valores de venda: Fortaleza/CE (15,48%), Recife/PE (10,88%) e Belo Horizonte/MG (3,59%). No entanto, no início deste mês a tendência do produto mais caro se manteve nas Centrais de Abastecimento.

Por fim, na alface altas significativas especialmente nos mercados das Regiões Sudeste e Sul. Os acumulados de chuva nos últimos três meses vêm causando muitas perdas e diminuindo a oferta. No início de março, os mercados estão com preços instáveis, variando significativamente dentro de uma mesma semana.


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