CNA defende fiscalização e controle de qualidade de pescado importado pelo Brasil

Agronegócio

CNA defende fiscalização e controle de qualidade de pescado importado pelo Brasil

Assunto foi debatido em audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado
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O assunto foi debatido em audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado

A falta de fiscalização e controle sanitário do pescado importado pelo Brasil tem causado prejuízo à indústria processadora, aos produtores e principalmente à população, que tem consumido um produto de baixa qualidade. A prática de adulterar o peixe, com água e aditivos, vem crescendo no setor e, por conta disso, a cadeia produtiva brasileira pede ao governo inspeção mais rigorosa do controle de qualidade do pescado desembarcado no país. 

O assunto foi debatido em audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, nessa quinta-feira (27/10). De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Eduardo Ono, a fraude mais comum do pescado é o oversoaking, que consiste no superencharcamento. “O filé é colocado em um reservatório de água e misturado com sais para facilitar a entrada do líquido no peixe. Dessa forma, ele fica maior e mais pesado”, explicou Ono. 
 
Além da adulteração interna do produto, há também a externa, o chamado glaciamento, onde o gelo é adicionado por fora. “O glaciamento é uma prática legal, mas precisa ser informada ao consumidor e o produto importado não tem chegado com esses dados na embalagem. A indústria e o produtor estão concorrendo com um pescado adulterado e de má qualidade. A inspeção nos pontos de entrada do Brasil é indispensável para reduzir essas fraudes e os riscos à saúde pública”, defendeu Eduardo.

Para o vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, a maioria do pescado importado está entrando no país com excesso de água e aditivos químicos. “O Brasil possui 8 mil quilômetros de costa e não é autossuficiente para abastecer o mercado interno de peixe e atender o consumidor. Infelizmente a população está refém de um produto que não corresponde à legislação nacional e pagando por um quilo que não é verdadeiro. Isso porque nem sempre a espécie descrita na embalagem é de fato, a original”, disse Lobo. 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), responsável pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), afirmou que está atento às fraudes e planeja mapear de 20 a 25 pontos legais de entrada dos 111 onde embarcam produtos agropecuários.  “O trabalho é conjunto. É papel do governo fiscalizar o pescado fraudado, mas os importadores também precisam estar atentos aos produtos que estão comprando”, destacou o representante do MAPA, José Luiz Ravagnani. 

Também participaram da reunião, conduzida pela presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), senadora Ana Amélia (PP/RS), a gerente de Inspeção e Fiscalização de Alimentos da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Claudia Moraes e o diretor de Metodologia Legal do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Raimundo Rezende.


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