CNA defende maior acesso a a mercados internacionais por meio de acordos de comércio

Agronegócio

CNA defende maior acesso a a mercados internacionais por meio de acordos de comércio

Durante encontro com o ministro das Relações Exteriores entregou documento contendo as prioridades da agenda externa do agronegócio
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“É preciso promover maior acesso a mercados internacionais dos produtos da agropecuária por meio da celebração de novos acordos comerciais, com redução de barreiras não tarifárias e reformulação do Mercosul”, afirmou o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, em audiência com o ministro das Relações Exteriores,  José Serra, nesta quarta-feira, (03/08). Durante o encontro, o presidente da CNA entregou ao ministro documento, denominado “Prioridades da Agenda Internacional”, contendo as demandas do setor agropecuário para o comércio externo do país.
 
O Brasil, segundo João Martins, “não precisa e nem deve ficar preso às normas do Mercosul”, devendo buscar meios para formalizar acordos bilaterais de comércio.  No documento entregue ao ministro José Serra, a CNA relembra que o setor agropecuário responde por 22% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e por pelo menos 33% dos empregos gerados no país.
 
Mesmo assim, argumentou o presidente da CNA, embora o segmento lidere atualmente a economia brasileira, “vivemos num processo de constante modernização e enfrentamos cada vez mais novos concorrentes no mercado internacional”. Por isso, disse ele, a necessidade de uma atuação conjunta entre o setor privado e o governo para destravar pontos ainda pendentes como, por exemplo, a questão das licenças ambientais e dos agroquímicos.
 
Na opinião do presidente da CNA, o Brasil precisa “recuperar sua autonomia negociadora para responder com mais agilidade aos desafios do mercado internacional e às necessidades do setor privado para manter sua competitividade”. O documento entregue ao ministro José Serra destaca a força da agropecuária brasileira que, em 2015, exportou o equivalente a US$ 88,2 bilhões, importou outros US$ 13,0 bilhões, alcançando um superávit de US$ 75,2 bilhões. Esse saldo, conforme João Martins, compensou o déficit de US$ 55,4 bilhões dos demais setores da economia, no decorrer do ano passado.
 
Outro tema tratado durante o encontro foi a ampliação das formas de apoio à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para o vice-presidente diretor da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Sul, Carlos Rivaci Sperotto, também presente ao encontro,  é importante dar prioridade aos setores agropecuários apoiados pelos setoriais da Apex-Brasil.  Os números da CNA indicam que, atualmente, os setores de alimentos, bebidas e agronegócio somam juntos apenas 25% dos projetos setoriais, “é importante adotar medidas que ampliem esse universo”, disse Sperotto.
 
Além do presidente da CNA e do vice-presidente diretor Carlos Sperotto, participaram da audiência o Superintendente Técnico, Bruno Lucchi, a Superintendente de Relações Internacionais, Aline Betânia de Oliveira, e o Secretário-Executivo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Daniel Carrara.
 

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