CNA discute desafios da rastreabilidade na horticultura
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Imagem: Marcel Oliveira

HORTICULTURA

CNA discute desafios da rastreabilidade na horticultura

CNA debateu durante live nas redes sociais os desafios da rastreabilidade na horticultura
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu, na terça (8), durante live nas redes sociais do Sistema CNA/Senar, os desafios da rastreabilidade na horticultura, com a presença de representantes de produtores rurais, Ministério da Agricultura e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A rastreabilidade vegetal foi instituída por meio da Instrução Normativa Conjunta n. 02/2018, assinada por Mapa e Anvisa, para verificar a qualidade e segurança dos produtos destinados à alimentação humana.

Na visão dos participantes, a rastreabilidade é importante para levar um alimento sem riscos ao consumidor, valorizar o produtor rural que segue as boas práticas de produção e favorecer a abertura de mercados para os produtos agropecuários brasileiros.

“O Dipov tem trabalhado na questão sanitária, no convencimento e na importância da rastreabilidade com todos os elos da cadeia, porque quanto mais rápido organizarmos nosso setor, mais rápido mostraremos que a horticultura no Brasil é segura e ganharemos novos mercados,” afirmou Glauco Bertoldo, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa.

Para a produtora de folhosos no interior de São Paulo, Heloise Dalcin, a rastreabilidade tem que ser um hábito para o produtor rural.

“O produtor tem que assumir que ele é o principal elo para oferecer ao mercado um produto seguro e de qualidade. A rastreabilidade é uma importante ferramenta comercial porque garante essa segurança ao produtor e ao consumidor. Por isso, é importante a valorização e reconhecimento daqueles que realizam a rastreabilidade como forma de motivação e adesão à norma.”

Heloise ressaltou que existem alguns desafios para a rastreabilidade na horticultura, como a ausência de internet no campo, que dificulta que as informações sejam disponibilizadas, a manutenção da segurança na transferência do produto, que passa por intermediários até chegar ao consumidor, além da falta de defensivos registrados para as minor crops (Culturas com Suporte Fitossanitário Insuficiente).

"O grande desafio para nos enquadrar completamente na normativa são as minor crops. Acredito que com uma assistência técnica que leve informações e a possibilidade de mais controle e suporte, o produtor terá mais segurança jurídica em relação a seus produtos.”

O gerente geral de Toxicologia da Anvisa, Carlos Alexandre Gomes, destacou que a rastreabilidade é uma questão de comprometimento de toda a cadeia e não só do produtor. Ele reforçou que desde 2014 há mais de dois mil Limites Máximos de Resíduos (LMR’s) estabelecidos para essas culturas e que, no médio prazo, essas questões serão minimizadas pelo uso de outras alternativas.

“A norma iniciou um círculo virtuoso em que toda a cadeia se compromete com a qualidade do produto. E a tendência é que o produtor faça uso de todas as tecnologias disponíveis, não apenas de produtos químicos.”

O assessor técnico da Comissão Nacional de Hortaliças e Flores da CNA, Erivelton Cunha, conduziu o debate e ressaltou que o produtor é responsável na produção e a criação da instrução normativa conjunta veio para desmistificar o tema e dar confiança ao produtor para fazer a rastreabilidade do seu produto.


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