CNA e parceiros iniciam capacitação em inteligência comercial
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Imagem: Pixabay
CAPACITAÇÃO

CNA e parceiros iniciam capacitação em inteligência comercial

O primeiro módulo da capacitação abordou “O agro brasileiro no mundo”
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) deu início ao curso virtual “Capacitação Inteligência Comercial – Como acessar informações relevantes para o mercado internacional”, nesta terça (17).

A iniciativa é promovida em parceria com os Ministérios da Agricultura (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O primeiro módulo da capacitação abordou “O agro brasileiro no mundo” e mostrou aos participantes as ferramentas que auxiliam e facilitam a busca por dados, informações e oportunidades no mercado internacional.

Na abertura do encontro, o vice-presidente de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Silveira Pereira, afirmou que hoje o Brasil é a maior potência mundial do agro. “Somos grandes exportadores de commodities agrícolas e de produtos que garantem a mesa de mais de 170 países ao redor do mundo”.

Para Gedeão, o país tem potencial para exportar outros produtos além das commodities, mas para isso precisa de expertise, know-how e conhecer os mercados de destino. “Já estamos treinando empresários rurais para que eles possam chegar livremente e com sucesso nesses mercados”, disse.

Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Leite Ribeiro, destacou que desde janeiro de 2019 o Brasil abriu mais de 150 novos mercados. “Essas aberturas são essenciais para diversificar e ampliar a pauta exportadora que está muito concentrada em alguns destinos e produtos. O esforço só faz sentido se for precedido de trabalho prévio de inteligência comercial, pois ela é fundamental para qualquer processo de prospecção de mercado”.

Para o presidente da Embrapa, Celso Luiz Moretti, a busca pelo desenvolvimento sustentável representa um dos maiores desafios da humanidade. “É preciso produzir cada vez mais com tecnologias sustentáveis de manejo de solo, de água e biodiversidade, reduzindo os impactos ao meio ambiente. Somos os maiores exportadores de soja, café, açúcar, suco de laranja, carne bovina, etanol de cana e frango e os avanços ao longo dos anos foram baseados em ciência e é essa ciência que seguirá impulsionado o agro no futuro”.

Em sua fala, o presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana, afirmou que a inteligência de mercado é a base fundamental do esforço da Agência e uma das diretrizes estratégicas da gestão. “Cada vez mais a informação precisa é subsídio imprescindível para o sucesso das empresas no cenário do comércio e investimentos globais. Em um ambiente de rápidas mudanças e pouca previsibilidade, a exemplo do que enfrentamos em decorrência da pandemia, supor de dados que subsidiam as estratégias e possibilitem rápidas adaptações aos cenários é ainda mais relevante”.

Por fim, o diretor do Departamento de Promoção do Agronegócio do MRE, Alexandre Ghisleni, disse que o curso surge em um momento oportuno e assume alta importância para o agro brasileiro. “Temos de aproveitar as circunstâncias favoráveis e consolidar a presença do Brasil no mercado internacional. Usar o período da pandemia para estudar e conhecer os mercados de destino, saber quais expectativas dos importadores, preferência dos consumidores e como podemos atender isso”.

A capacitação foi conduzida pela coordenadora de Inteligência Comercial da CNA, Sueme Mori, e contou com as palestras do coordenador-geral de Estatística e Análise Comercial do Mapa, Gustavo Cupertino Domingues, e do diretor do Departamento de Temas Técnicos, Sanitários e Fitossanitários do Mapa, Leandro Diamantino Feijó.

No início de sua apresentação, Gustavo falou sobre as mudanças no cenário das exportações agrícolas brasileiras ao longo dos anos e os principais fatores da sazonalidade do mercado. “A China é o principal destino das nossas exportações. E alguns acontecimentos nesse país influenciaram as vendas do Brasil, como a guerra comercial com os Estados Unidos e o surto da Peste Suína Clássica, ambos em 2019”.

Segundo o coordenador, o que determinou o crescimento das exportações do agro brasileiro entre 2011 e 2020 foi o fator volume. Entretanto, de agosto do ano passado a julho deste ano, o cenário se inverteu para o fator preço. “Os preços elevados da carne e dos grãos (soja e milho) justificam essa mudança”.

Durante o curso, Gustavo também apresentou o sistema Agrostat e como fazer a busca de dados de exportações e importações brasileiras de produtos do agro. “É uma importante ferramenta que foge do aspecto de código tarifário e que nela pode ser feita consulta baseada no nome dos produtos comercializados pelo Brasil”.  

Já Leandro Diamantino Feijó destacou a importância do agro brasileiro no exterior. “Os principais produtos exportados são soja em grãos 28%, carne bovina 7% e açúcar 7%. Só a China é responsável por 34% das exportações. Para se ter ideia, em 2020, as vendas para o país asiático foram quase equivalentes às para União Europeia, América do Norte, Oriente Médio e África, que somadas totalizaram 36%”.

O diretor também mostrou como funciona a habilitação do Brasil para exportação de produtos agropecuários, como acontece a exportação de produtos de origem animal, animais vivos, material genético e subprodutos da reciclagem animal e como buscar informações sobre requisitos fitossanitários no portal do Ministério.

Por fim, Leandro disse que alguns temas afetam ou podem afetar a manutenção, abertura e ampliação das exportações brasileiras, como o covid-19; o enfraquecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC); os Acordos de Facilitação de Comércio; a sustentabilidade ambiental; o combo desmatamento importado, emissões de carbono e matriz energética; Limites Máximos de Resíduos (LMRs) de pesticidas e produtos veterinários; bem estar animal e resistência aos antimicrobianos.

O evento continuará nos dias 24 e 31 de agosto, com os temas “Identificação de oportunidades comerciais” e “Conhecendo a concorrência internacional”, respectivamente. Os inscritos que assistirem dois dos três módulos da capacitação receberão certificado de participação. As inscrições podem ser feitas aqui.

Confira os palestrantes dos próximos eventos:

Módulo 2: Identificação de oportunidades comerciais
Márcio Rodrigues – gerente de Agronegócios da Apex-Brasil
Igor Isquierdo Celeste – gerente em Inteligência de Mercado da Apex-Brasil
Bruno Soares Leite - chefe da Divisão de Promoção do Agronegócio II do MRE

Módulo 3: Conhecendo a concorrência internacional
Elisio Contini – pesquisador e gerente adjunto da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa
Pedro Rodrigues – assessor técnico na Diretoria de Relações Internacionais da CNA


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