CNA prevê renda agrícola quase 5% maior


Agronegócio

CNA prevê renda agrícola quase 5% maior

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Os agricultores podem ter mais lucros este ano, segundo estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgadas ontem. As estimativas são de um crescimento de 4,9% na renda agrícola, medida pelo valor bruto da produção dos 25 principais produtos do setor. A remuneração obtida pela atividade deve atingir R$ 137,6 bilhões este ano.

Mercado externo

O cenário favorável no mercado externo, a alta produtividade e a safra recorde é que devem determinar o bom desempenho do setor em 2003. Segundo informações de Getúlio Pernambuco, chefe do Departamento Econômico da CNA, apenas dois fatos podem comprometer o crescimento: uma possível guerra no Iraque, que elevaria os preços mundiais do petróleo e, consequentemente dos insumos agrícolas, e a alta dos juros.

De acordo com ele, os juros altos fazem com que a demanda por estoques de produtos agropecuários caia porque fica caro manter a armazenagem. Com isso, haveria tendência de queda de preço de alguns produtos, entre eles, feijão, arroz, óleo de soja e carnes.

A CNA prevê um bom ano para as exportações brasileiras, sobretudo de soja. Para o complexo soja (grão, farelo e óleo), a estimativa é que a receita com as vendas externas chegue aos US$ 7,78 bilhões, superiores às exportações do mesmo produto pelos Estados Unidos, o que significa acréscimo de 30% em relação a 2002. Para Antônio Donizeti Beraldo, chefe do Departamento de Comércio Exterior da CNA, a expectativa é de que em dois anos o Brasil seja o maior produtor mundial deste grão.

Na área de carnes, a estimativa é de que as vendas externas cresçam 12% para frangos e 10% para suínos e bovinos. No ano passado, o setor registrou receita de US$ 3 bilhões - alta de 9,5% em relação ao ano de 2001. Beraldo diz que este ano, o crescimento pode ser semelhante, mas vai depender das pendências em relação à Rússia. Beraldo afirma que apenas a soja e as carnes podem agregar US$ 2 bilhões ao saldo da balança comercial de 2003. Em 2002, o superávit do setor ficou em US$ 17,3 bilhões, de acordo com a CNA.

Queda nos preços

No ano passado, o agronegócio respondeu por 29% da renda nacional, totalizando um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 424,3 bilhões, um aumento de 8,37% em relação ao ano anterior. Foi, no entanto, a agricultura a responsável por este crescimento.

Apenas o PIB agrícola registrou variação de 10,21%, chegando da R$ 72,72 bilhões, enquanto o pecuário ficou 4,29% superior a 2001, atingindo R$ 53,07 bilhões. Segundo Pernambuco, a pecuária cresceu menos porque 2002 o cenário foi de queda de preços dos produtos deste segmento, além do aumento do custo de produção.


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