Agronegócio

CNPC reforça luta contra aftosa sem vacinação

Avanço da zona livre sem vacinação contra a febre aftosa
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O avanço da zona livre sem vacinação contra a febre aftosa, aspiração antiga do setor produtivo, ganhou um reforço de peso. Em ofício encaminhado ao Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), no começo de junho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostrou que está empenhado em abraçar a causa. De acordo com o documento da diretoria assinado do Departamento de Saúde Animal (DSA), o Mapa encaminhou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) proposta de alteração do Código de Animais Terrestres para permitir o ingresso de animais vacinados em zonas livres de febre aftosa provenientes de áreas livres com vacinação, proposta que já havia sido apresentada pela entidade. "Os propósitos do CNPC coincidem com as nossas sugestões à OIE", relata o documento.


O Mapa informou ainda que as sugestões colhidas pelo CNPC no fórum "2020 – O Futuro do Brasil sem Aftosa", realizado no Uruguai, em abril, que tratam de estratégias relacionadas à suspensão da vacinação contra a doença e a ampliação da zona livre, serão discutidas por um grupo de trabalho. O CNPC apoia a iniciativa, mas entende que a avaliação das propostas pelo grupo, criado pelo Mapa para revisar o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), não deve ficar restrita aos representantes governamentais. "É importante que o setor privado também participe dessas discussões, pois tem muito a contribuir", afirma o vice-presidente do CNPC, Sebastião Guedes.


O grupo de trabalho apresentará parecer no fim de agosto e o tema será então discutido com todos os setores interessados. O presidente do CNPC, Tirso de Salles Meirelles, defende ainda que o setor privado participe da revisão do PNEFA, cujas ações devem ser acompanhadas. "É preciso que sejam feitas reuniões de avaliação do mesmo em intervalos regulares para o melhor desempenho do programa", afirma.

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