Cobertura de palha da cana reduz em 50% o uso de potássio

Agronegócio

Cobertura de palha da cana reduz em 50% o uso de potássio

50% do potássio das plantações pode ser reposto pela cobertura da palha deixada no campo após o corte da cana
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Atualmente 50% do potássio das plantações de cana-de-açúcar pode ser reposto pela cobertura da palha deixada no campo após o corte da cana. “A medida reduz a aplicação e os gastos com fertilizantes nos canaviais”, avalia o presidente da Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul (Orplana), Ismael Perina, que participou na manhã desta terça-feira (9) do Workshop Intergovernamental sobre a Cana e Diversificação, em Ribeirão Preto.

Perina acrescenta que 65% da colheita da cana na região centro-sul já é mecanizada, reduzindo drasticamente as queimadas da palha e seus efeitos no meio ambiente. Ele informou ainda que cerca de 75% da frota de aviões agrícolas são movidos a etanol, provenientes das próprias usinas, medida que minimiza os custos na propriedade.

Outro fator apontado pelo presidente da Orplana são os ganhos de produtividade com o uso da vinhaça, rica em potássio e considerada um coproduto da cana. A vinhaça é adicionada à água para ser aplicada no canavial, a chamada fertirrigação. “Também reduz os gastos com a aplicação deste fertilizante”, explica Perina.

Diversificação - Nas discussões desta terça-feira, o diretor executivo da Organização Internacional do Açúcar (ISO, sigla em inglês), Peter Baron, se referiu ao Brasil como “berço da diversificação” de produtos que têm a cana como matéria-prima. “A economia mundial mudou radicalmente nos últimos anos pelo aumento de pressões ambientais. Por isso, a produção de etanol e bionergia (alternativas ao açúcar) é muito importante”, informou.

Os participantes de 16 países produtores de açúcar da África, Caribe e Pacífico visitarão nesta quarta-feira (10) o Centro Tecnológico da Cana, em Piracicaba/SP e na quinta-feira (11), conhecerão uma usina de açúcar e álcool, em Jaboticabal/SP.


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