Cochonilha do carmim é identificada em Alagoas

Agronegócio

Cochonilha do carmim é identificada em Alagoas

A praga foi localizada em propriedades do Povoado Lagoa do Feijão e da Comunidade Faustino
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Técnicos da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) identificaram, na sexta-feira (7), um foco de cochonilha do carmim no município de Ouro Branco, Sertão alagoano.

A praga, uma das principais ameaças à palma forrageira, foi localizada em propriedades do Povoado Lagoa do Feijão e da Comunidade Faustino. “São dois focos em áreas pequenas, aproximadamente 20 a 40m²”, diz Maria José Rufino, gerente de Defesa e Inspeção Vegetal da Adeal.

A região vinha sendo monitorada por causa da proximidade com Itaíba, município pernambucano onde a praga já estava instalada. As plantações onde a cochonilha foi localizada em Alagoas ficam próximas à BR-423, a cerca de 3 km da divisa entre os Estados.

De acordo com Maria Rufino, a ocorrência foi comunicada à Superintendência Federal da Agricultura em Alagoas (SFA-AL) e ações para conter a praga já estão sendo planejadas. “Vamos fazer inspeções em todas as propriedades da região para delimitar a área atingida e começar a contenção o mais rápido possível”, destaca a gerente.

Serão usadas duas formas de combate à praga. A pulverização com detergente ou erradicação da plantação. O método de controle será definido de acordo com o nível de infestação. “A pulverização é ineficaz em palmais muito densos ou com grande infestação da praga”, explica Maria.

Desde 2008, a Adeal vem tomando medidas para evitar a ocorrência do problema no Estado. As propriedades produtoras da cultura foram cadastradas e georreferenciadas. Técnicos da agência também organizaram palestras para alertar produtores sobre o perigo da praga e como identificá-la.

“A cochonilha é de fácil disseminação. Sabíamos que a entrada no Estado era inevitável. Conseguimos contê-la por um tempo maior do que era esperado, agora vamos trabalhar para erradicar os focos e impedir que eles se alastrem para outras regiões”, enfatiza Rufino.

Caracterizado por liberar um líquido vermelho, parecido com sangue, ao ser esmagado, o inseto é utilizado pela indústria alimentícia para produção de corante vermelho. No entanto, sua população fugiu ao controle e passou a atacar palmas, causando grandes perdas em qualidade e, principalmente, em quantidade, podendo levar a planta à morte.

A palma é a segunda cultura mais plantada em Alagoas, só perdendo para a cana de açúcar. No entanto, grande parte das plantações é de palma forrageira miúda, variedade resistente à cochonilha do carmim.

A Adeal alerta aos produtores que identificarem a praga em seus palmais a entrar em contato o mais rápido possível. A ligação pode ser feita gratuitamente para 0800 082 0040. (Por Agência Alagoas)

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