Codesul quer integrar procedimentos de sanidade nas fronteiras

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Codesul quer integrar procedimentos de sanidade nas fronteiras

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A Influenza A (H1N1) fez o tema “saúde” entrar com força na agenda do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). Os governadores de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul enviarão seus secretários de saúde para uma reunião, previamente agendada para a próxima semana, para dar início a uma articulação conjunta sobre controle de epidemias e doenças na região de fronteira. A nova gripe tem destaque, mas o foco da articulação é encontrar mecanismos preventivos sobre toda a área da sanidade, inclusive a animal, como o controle da febre aftosa.

Autora da proposta, a governador gaúcha Yeda Crusius defende que, apesar das ações do Ministério da Saúde, é importante o Codesul atuar articulado, porque os quatro estados têm fronteiras internacionais. O secretário de saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, apresentou a base de um trabalho que seu estado vem fazendo para integração aos países vizinhos no enfrentamento a epidemias, não apenas da gripe A.

“Depois de 40 anos, estamos sofrendo com a febre amarela. Até na Grande Porto Alegre teve casos, animais apareceram com o vírus e a grande quantidade de mosquitos está provocando a disseminação. Por São Borja [cidade fronteiriça] está entrando a leishmaniose visceral. Agora a gripe A”, enumerou, apontado que no caso das duas primeiras doenças exemplificadas, houve casos nos países vizinhos, sem que as autoridades sanitárias gaúchas soubessem antes das ocorrências em seu território.

Nos três estados sulistas, há, segundo Barros, cerca de 300 casos da Influenza A (H1N1). O mais recente balanço parcial da SES de Mato Grosso do Sul revela que atualmente existem 14 casos descartados, 14 suspeitos e quatro casos confirmados.

O governo de Yeda já iniciou conversas com o governo de províncias argentinas e essa discussão será ampliada com participação de MS, PR e SC. A proposta é garantir que o bom controle que o Brasil está fazendo - tanto sobre a gripe A, quanto a outras doenças humanas e a zoonoses - se torne um padrão de vigilância nas fronteiras do Codesul. Serão propostos protocolos unificados com Argentina, Uruguai e Paraguai, para compartilhar determinações de como agir dos dois lados das divisas internacionais.

“Podemos estabelecer observatórios de equipes nossas nos outros países e de equipes dos vizinhos em território nosso”, propôs a governadora. Segundo Requião, o Paraná também já vem desenvolvendo algumas ações com Argentina e Paraguai. A indicação de Requião para que os secretários de saúde do Codesul se reúnam para saber da articulação que estão sendo feitas individualmente e unificar encaminhamentos foi aceita pelos demais governadores. Previamente, a reunião foi sugerida para acontecer na próxima terça ou quarta-feira, em Porto Alegre.




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