Código Florestal e a sustentabilidade econômica
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Agronegócio

Código Florestal e a sustentabilidade econômica

Kátia Abreu defendeu nesta quinta-feira a atualização do Código Florestal brasileiro para o setor agropecuário continuar contribuindo com a sustentabilidade econômica do País
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A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, defendeu nesta quinta-feira (8/12) a atualização do Código Florestal brasileiro para o setor agropecuário continuar contribuindo com a sustentabilidade econômica do País. Ao participar do Encontro Nacional de Vereadores, em Brasília, apresentou dados que mostram o peso da atividade rural na economia, responsável hoje por 38% das exportações, 37% dos empregos e 25% do Produto Interno Bruto (PIB). “A agropecuária é um patrimônio construído pelos produtores rurais ao longo dos anos, mas é uma questão de Estado. Por isso não dá para discutir meio ambiente sem discutir as questões sociais e econômicas do País”, destacou a senadora.


Segundo a senadora, o texto aprovado esta semana pelo Senado “não é o melhor dos mundos para o produtor rural, mas traz avanços importantes e resultou do consenso democrático dos parlamentares”. Afirmou que a proposta não dará anistia, pois os produtores terão de recompor pelo menos 30 milhões de hectares em vegetação nativa, o que reduzirá a área de produção de alimentos, hoje em 236 milhões de hectares, 27,7% do território nacional, o que resultará em uma perda aproximada de US$ 40 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP). “Se deixássemos prevalecer alguns pontos defendidos pelos ambientalistas, poderíamos ser obrigados a recompor 80 milhões de hectares, com uma perda muito maior no VBP”, disse a presidente da CNA.

Mesmo diante desta possível redução de área de produção com o novo Código, a presidente da CNA ressaltou que o produtor está comprometido com a recomposição de vegetação nativa e que setor tem todas as condições de ampliar a produtividade sem abrir novas áreas, graças ao uso de tecnologia implantado no Brasil. Ela lembrou que, com essa tecnologia, aliada à pesquisa, proporcionou aumento de 1000% na produção de carne e de 250% na produção de grãos nas últimas décadas. Outra conquista foi o barateamento dos preços. A senadora Kátia Abreu lembrou que, na década de 60, as famílias brasileiras gastavam 48% da renda com comida e, hoje, a parcela do salário destinada à alimentação é de 18%.


Política agrícola – A presidente da CNA também falou sobre o novo modelo de política agrícola para o Brasil, cujas bases foram apresentadas há duas semanas, em seminário de comemoração aos 60 anos da CNA. Ela explicou que este novo modelo terá instrumentos como o pagamento da subvenção direta ao produtor, uma nova legislação para o seguro rural e o cadastro único de produtores. Com esta nova política, a senadora acredita na queda da volatilidade de renda para o produtor e, conseqüentemente, no aumento da classe média rural. “Queremos uma política agrícola de inclusão, porque as classes C, D e E estão achatadas. Apenas 6% das propriedades hoje produzem 78% do VBP brasileiro e queremos mudar este quadro”, enfatizou a senadora.

As questões de logística e infraestrutura também foram abordadas pela senadora, que defendeu a utilização das hidrovias como forma de baratear o escoamento da produção. Segundo a presidente da CNA, o Brasil possui vários Mississipis sem a devida utilização, porque são construídas hidrelétricas sem as eclusas que permitiriam a navegabilidade pelos rios. Outro ponto abordado foi a questão indígena. Neste aspecto, a presidente da CNA defendeu que a demarcação de terras seja feita seguindo a Constituição Federal, que prevê que sejam demarcadas apenas as áreas existentes em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição Federal.

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