Colheita abre com promessas
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Agronegócio

Colheita abre com promessas

Mendes Ribeiro Filho garante que não faltará verba para apoio à comercialização do arroz
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Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, garante que não faltará verba para apoio à comercialização do arroz

A aguardada solução para o endividamento e os problemas de armazenagem ficaram para depois. As presenças do ministro Mendes Ribeiro Filho e do governador Tarso Genro atraíram mais de 5 mil produtores para a 22 Abertura da Colheita do Arroz, em Restinga Seca, sábado, mas, efetivamente, não houve anúncios. Apenas a confirmação, pelo Banco do Brasil, de R$ 500 milhões para EGF e R$ 200 milhões para pré-comercialização e compra de insumos para a safra 2012/2013. O apoio de R$ 1,76 bilhão para AGF, Opção, PEP e VEP dependem de confirmação.


Contudo, o ministro disse que não faltará recurso para a safra. "Vamos usar os mecanismos que temos para que o preço seja mantido em R$ 28,00, como pedido pelo setor." Segundo Mendes, a partir de 1 de março deve ser publicada a portaria que destinará recurso para contratos de opção para 300 mil toneladas e também será autorizada a realização de AGF para 30 mil toneladas. Conforme o secretário de Política Agrícola do Mapa, Caio Rocha, neste primeiro momento esses mecanismos ajudarão a garantir o preço mínimo e equilibrar a oferta no mercado. O ministro ainda informou que a sua equipe está trabalhando a política de armazenagem. E afirmou: as assimetrias com o Mercosul serão enfrentadas. Já o governador Tarso Genro garantiu que o Estado terá recursos para o setor. Mas não revelou quanto ou como eles seriam aplicados. O governador reafirmou que será necessária uma articulação conjunta para buscar as soluções. "Vamos liderar essa pauta com muita intensidade junto ao governo federal."


O presidente da Federarroz, Renato Rocha, disse que as presenças do ministro e do governador geraram euforia, mas reconheceu que a cerimônia foi mais uma renovação de comprometimento dos governos. Segundo ele, o preço preocupa porque, apesar de o preço da saca ter se mantido em R$ 28,00, há algumas semanas, onde a colheita começou, o valor caiu para R$ 23,00. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, disse acreditar que as manifestações do ministro, particularmente, vieram ao encontro das expectativas. "Estamos confiantes no encaminhamento para a linha de decisão da renegociação. E o ministro foi muito claro, temos dialogo aberto, fluente e permanente." Para o vice-presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, fica a expectativa de que o governo estadual crie o financiamento para aquisição de terras. O coordenador do movimento "Te mexe, produtor", Juarez Petry, disse que não descarta uma forte mobilização depois da colheita para pressionar ministérios que estão trancando a pauta.

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