Colheita da pitaia já começou

DIVERSIFICAÇÃO

Colheita da pitaia já começou

Valorizada no mercado, a pitaia é boa alternativa de renda para as famílias rurais
Por:
212 acessos

As famílias do sul de Santa Catarina estão colhendo a pitaia. Na propriedade da família Ricken, em Forquilhinha, todo mundo arregaçou as mangas para colher a fruta mais refrescante do verão.

A fruta do dragão, como também é chamada, se tornou uma fonte de renda extra para a agricultura familiar. A região sul de Santa Catarina é responsável por mais 90% da produção do estado.

A planta é rústica, portanto não exige muitos tratos culturais e pode ser cultivada sem o uso de qualquer agroquímico. A busca por uma vida saudável, com menos trabalho pesado e longe dos agrotóxicos foi o que motivou muitas famílias a trocarem suas lavouras pelo pomar de pitaia.

Com 2.400 plantas, a família Ricken colheu 20 toneladas da fruta na safra passada. Depois de retiradas do pé, as pitaias devem ser limpas, pesadas e classificadas. Elas saem da propriedade com o selo de rastreabilidade e seguem para a cooperativa, onde são comercializadas.

Os frutos possuem alto valor de mercado. Segundo o extensionista rural da Epagri em Meleiro, engenheiro-agrônomo Reginaldo Ghellere, o produtor consegue vender o quilo por até R$8.

Nova renda no campo

O cultivo comercial da pitaia em Santa Catarina começou em 2010 e o Estado já é o segundo maior produtor brasileiro, perdendo apenas para São Paulo. Segundo dados do IBGE, em 2017 o Estado produziu 328,4 toneladas, 270 delas somente em municípios do Sul Catarinense, onde Turvo lidera a produção. Naquele ano havia 120 propriedades rurais em Santa Catarina produzindo a fruta – 80 somente no Sul do Estado. Os números são expressivos, embora fruta ainda seja desconhecida por muita gente.

Benefícios nutricionais

A nutricionista Cristina Ramos, extensionista da Epagri de Florianópolis, acredita que a procura pela pitaia se deve muito por conta das diferentes substâncias com atividade antioxidante que a fruta possui: vitamina C na polpa, betalaína na casca e polifenóis na antecasca. “Substâncias antioxidantes são usadas na prevenção e no tratamento de algumas doenças, como câncer, doenças cardiovasculares e Alzheimer”, explica a extensionista.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink