Colheita da safra de uvas finas irá até o fim deste mês em SP
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Agronegócio

Colheita da safra de uvas finas irá até o fim deste mês em SP

Campo experimental de uvas finas de São Roque começou a ser implantado em 2001
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A colheita da safra de uvas especiais para viticultura vai até o final de fevereiro em São Roque (SP). A área é mantida pela vinícola Goés, que cultiva 38 variedades de uvas finas com rigor na produção e controle dos resultados.

O projeto experimental começou em 2001, com 10 variedades. “A vinícola tem interesse em produzir uvas finas no Estado de São Paulo”, conta o enólogo Marcelo Petroli, especialista em viticultura. Entre as espécies mais adaptadas ao clima de São Roque, destaca-se a Cabernet Sauvignon, com 10 hectares plantados. Há ainda outras variedades tintas como a Cabernet Franc e Lorena, que têm área de destaque. Entre as brancas, aparecem a Shardonnay, Rieslining itálico, Fenillon, Gewurztraniner e Alvarinho.

Só na área de pesquisa das uvas, a empresa já investiu cerca de R$ 800 mil, de acordo com o diretor geral da vinícola, Cláudio Goés. “O processo em escala das variedades Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc iniciou em 2006. A previsão para a primeira colheita é em 2009”. O investimento em escala de plantio e produção, já consumiu cerca de R$ 500 mil nos 10 hectares.

A produção da safra do período ainda não é usada na fabricação de vinhos. Da planta às bagas, todo resultado é matéria prima para pesquisas. Uma das novidades na safra deste ano é o teste de cobertura do vinhedo. De acordo com o enólogo, os resultados têm sido positivos. “Mantendo a uva seca, sem contato com a chuva, há uma aceleração no processo de maturação”, analisa Petroli. A área é de meio hectare, coberta com lonas impermeáveis e resistentes a granizo.

A inversão do ciclo de colheita também é outro teste. Petroli explica que no processo tradicional, a poda da videira é feita geralmente no final de julho para que a colheita aconteça de janeiro a março. “Estamos podando em janeiro para se colher no final de julho, um período mais seco e onde a amplitude térmica é maior”, diz.

Campo testa 38 espécies

O campo experimental existe desde 2001 em São Roque, com 38 espécies de uvas finas tintas e brancas. O destaque é a Cabernet Sauvignon, com 10 hectares plantados.

A área de produção da Vinícola Góes é limitada, o que facilita o controle dos resultados. A expectativa é de 8 toneladas de uvas por hectares para a safra deste ano.

Uma videira começa a produzir em três anos. A avaliação das características da uva dura pelo menos cinco anos. Só depois disso é possível conhecer o potencial que ela tem para a fabricação do vinho e eleger quais variedades serão plantadas em larga escala.

A Goés realiza todos os anos a Festa da Vindima, durante a safra local. No evento, os visitantes podem conhecer um parreiral, participar da colheita e esmagar uvas com o pé, ao som da tarantella. A festa deste ano termina neste domingo (11-02).

Etapas de produção são controladas do começo ao fim

Do solo à bagas, tudo é controlado no campo experimental de uvas finas em São Roque. A videira perde excessos na hora da poda, com a retirada de gemas produtivas e de brotação, o que regula a produção, com arejamento e entrada de luz. “Quanto mais seca a planta, mais livre de doenças”, diz o enólogo Marcelo Petroli.


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