Colheita de feijão avança e preço preocupa os produtores gaúchos

Agronegócio

Colheita de feijão avança e preço preocupa os produtores gaúchos

Os produtores já colheram um terço da área cultivada
Por: -Otto Tesche
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A Emater-RS/Ascar, através de seu informativo conjuntural, destaca que o feijão está em fase final de desenvolvimento e em colheita nas áreas de plantio cedo. Os produtores já colheram um terço da área cultivada no Rio Grande do Sul e vêm registrando boa qualidade e produtividade. No entanto, na metade sul do Estado os produtores contabilizam prejuízos nas lavouras em decorrência da estiagem.

O município de Arroio do Tigre, na região Centro-Serra, é o segundo maior produtor de feijão preto do Estado, com cerca de 800 famílias na atividade, e também registra perdas. Na atual safra, foram plantados aproximadamente 1 mil hectares, sendo que 35% dessa área já foi colhida. Segundo o extensionista rural do escritório da Emater, Márcio Alves, a estimativa é de mais de 15% de quebra por causa de problemas no período vegetativo e no início da floração, quando as plantas enfrentaram períodos de estiagem e frio atípico. Inicialmente, a projeção de colheita era de 1,8 mil quilos por hectare, mas hoje a média está em 1,5 mil quilos.

Tanto em Arroio do Tigre quanto nos demais municípios produtores, a maior preocupação é com o preço pago pelo feijão. O valor subiu mais de 50% em 2010 e pesou na conta do consumidor, mas houve uma desaceleração no fim do ano. Conforme o Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), o problema está no repasse que é feito aos agricultores, que recebem aproximadamente cerca de R$ 70,00 pela saca de 60 quilos – valor considerado abaixo do custo de produção.

Em entrevista à Rádio Gazeta AM, o presidente do Ibrafe, Marcelo Luders, destacou que a baixa tem desestimulado os agricultores, que dão preferência a culturas mais rentáveis. “A soja e o milho estão com preços atrativos. Além disso, os produtores podem negociar com contratos os valores desses produtos, enquanto com o feijão entram em uma área de risco”, explica. Luders ainda destaca que a qualidade do cereal também não está boa, o que contribui para a redução no preço. “O consumidor vai acabar pagando mais caro daqui para a frente.”

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