Colheita de milho pode aumentar 7,3%
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Agronegócio

Colheita de milho pode aumentar 7,3%

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Mesmo com uma pequena redução na área plantada, a produção de milho poderá apresentar um crescimento de 7,3% em 2003. A explicação é a alta esperada na produtividade das lavouras, que deve passar de 3.103 quilos por hectare obtidos em 2001/2002, para 3.347 quilos por hectare. Se a estimativa for confirmada, a colheita será de 38,8 milhões de toneladas, contra 36,2 milhões de toneladas da safra anterior. Os números foram apurados pela Safras & Mercado, em conjunto com cooperativas, produtores e indústrias do setor. No total, a área cultivada com o cereal no Brasil chegará a 11,634 milhões de hectares, cerca de 0,99% inferior aos 11,726 milhões de hectares semeados na temporada 2001/2002. Os bons resultados da soja apontavam para uma queda maior na área a ser plantada com milho. Entretanto, a alta nos preços do cereal ocorrida ao longo do ano reanimou os produtores.

Os agricultores da região Centro-Sul deverão cultivar 6,267 milhões de hectares no atual plantio, contra 6,822 milhões de hectares na safra passada. O plantio da safra 2002/2003 já cobre mais de 96% da área estimada na região Centro-Sul do País. O cultivo encerrou-se no Mato Grosso e está 99% completo em Goiás e no Paraná. No Rio Grande do Sul, o plantio ocupa mais de 97% da área estimada. Em todas as regiões administrativas da Emater/RS, as lavouras apresentam um bom padrão. Para o Estado, a Safras & Mercado projeta uma colheita de 4,48 milhões de toneladas.

Embora as expectativas sejam positivas para a colheita de 2003, o País ainda enfrenta um grave problema de abastecimento que atinge principalmente os criadores de suínos e aves. A questão já foi apontada como uma das preocupações do futuro presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Além do milho, os técnicos da equipe de transição do novo governo também tomaram conhecimento do risco de desabastecimento de arroz. O governo federal estima que a falta de milho no mercado brasileiro atinja 1 milhão de toneladas até fevereiro, quando a safra nacional começa a entrar no mercado.

A escassez e as cotações do cereal custaram caro aos criadores em 2002. De 30 de março a 30 de novembro, a saca de 60 quilos pulou, em termos de preço médio pago ao produtor, de R$ 12,71 para R$ 22,87, ou seja, uma valorização de 79,93%. Atualmente, o preço está estabilizado em cerca de R$ 22,00 no mercado livre. "Além da recaída do preço, a liberação dos estoques da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também nos tranqüiliza", afirma o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Gilberto Moacir da Silva. O dirigente ressalta, entretanto, que o valor proposto de R$ 25,18 para a saca, foi considerado alto pelos possíveis compradores. Das 5.235 toneladas colocadas à disposição, apenas 1,8 mil foram adquiridas pelos pequenos criadores de Estrela e região.


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