Colheita do algodão está praticamente concluída
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Imagem: Embrapa
SAFRA 2020/21

Colheita do algodão está praticamente concluída

Somente Bahia e Maranhão ainda colhem mas na reta final dos trabalhos
Por: -Eliza Maliszewski

Segundo o último boletim de monitoramento das lavouras, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última semana, a colheita da safra de algodão 2020/21 está praticamente finalizada no Brasil, restando alguns talhões.

No Mato Grosso ainda há algumas áreas pequenas a serem colhidas nas regiões central, sudeste e leste do estado. De maneira geral, as lavouras que foram plantadas mais cedo tiveram rendimentos melhores, pois em suas fases mais críticas do desenvolvimento, o estresse hídrico não foi tão severo. Já aquelas áreas de plantio mais tardio, enfrentaram maiores restrições hídricas nos estádios reprodutivos, afetando a produtividade e o rendimento da fibra.

Em Goiás a colheita está concluída. A produtividade média estadual ficou próxima daquela obtida na safra passada, mesmo com os registros de estiagem e a incidência de geadas que danificou algumas lavouras no sudoeste do estado. No entanto, a redução de área plantada impactou diretamente no volume final. Houve muita substituição de áreas antes destinadas à cotonicultura que nessa temporada foram direcionadas ao plantio de culturas como soja e milho, que apresentaram alta rentabilidade.

No Mato Grosso do Sul colheita também finalizada, restando agora as operações de manejo para destruição das soqueiras, visando o controle fitossanitário, especialmente do bicudo do algodoeiro (Anthonomus grandis). De modo geral, as lavouras de algodão não foram tão impactadas pelas oscilações climáticas em comparação à outras culturas, pois possuem um calendário diferenciado, cujo plantio mais cedo permitiu que as plantas atingissem as fases reprodutivas em um período não tão adverso. No entanto, a redução na área plantada influenciou bastante o resultado aquém do obtido em 2019/20.

Na Bahia, segundo maior produtor nacional, quase 97% da área foi colhida até o fim do segundo decêndio de setembro, restando algumas lavouras irrigadas no extremo oeste. A iminente chegada do período de vazio sanitário faz com que as operações se intensifiquem, atrelando à colheita a destruição das soqueiras para controle fitossanitário do bicudo do algodoeiro. De maneira geral, as condições climáticas durante o ciclo foram oscilantes, tendo mais restrições hídricas nas lavouras do centro sul baiano. Ali os rendimentos foram menores, com qualidade da fibra e produtividade média inferiores. Já no extremo oeste, as condições foram mais favoráveis, garantindo assim uma média estadual satisfatória.

Por fim no Maranhão mais de 90% da área total já foi colhida, em particular no sul maranhense, com as operações ocorrendo em bom ritmo. As chuvas ocorreram de forma irregular, mas garantiu a demanda hídrica da cultura, principalmente nas fases mais críticas do desenvolvimento e formação das maçãs.


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