Colheita tardia da uva vira tradição na região de Campinas

Agronegócio

Colheita tardia da uva vira tradição na região de Campinas

A novidade gera frutos no outono e com sabor mais doce
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A novidade gera frutos no outono e com sabor mais doce

Em pleno outono os cachos de uva ainda estão em processo de crescimento. Para alguns pode parecer normal, mas há algum tempo isso era impensável. A colheita da uva em maio só é possível graças a tecnologia da poda fora de época. De acordo com o produtor, Luiz Carlos Pagoto, o galho está em formação ainda, não chegou a madurar totalmente. “A hora dele verde a gente faz essa poda ai”. Com a manipulação dos pés o produtor conseguiu vencer até uma chuva de granizo. Seu Luis conta que o pé estava em formação, praticamente pronto: “Precisamos cortar e formar o pé de novo”.


Outro diferencial da poda tardia é o tempo de maturação do fruto. Dependendo do clima a colheita pode ser antecipada em até vinte dias. Isso acontece porque no outono o tempo de incidência da luz sobre os cachos durante o dia é maior do que no verão.

Em outra propriedade, além da poda no final da safra de dezembro, foi implantado sistema em Y, a letra é a referência para a instalação das parreiras. A técnica chegou até a região há cerca de três anos, é um pouco mais cara, mas para o pesquisador do IAC - Instituto Agronômico de Campinas, José Luís Hernandes, a mudança vale a pena: “Você coloca a planta em uma arquitetura que permite que você tenha muito mais ramos de produção. então você consegue com isso dobrar ou até mais do que dobrar a produção”.


Além disso, alguns pés recebem ainda a cobertura impermeável, a proteção pode ser feita com telas ou plásticos colocados sob a parreira. Dados do IAC indicam que a produtividade chega a dobrar, já o uso de defensivos agrícolas reduz a 70% e a incidência de doenças cai na mesma proporção. “Quando você usa o plástico, além da produtividade, você protege contra a chuva de granizo que é um problema aqui na região”, finaliza o pesquisador.
O produtor Sérgio investiu na novidade e comemora os lucros. Em dezembro ele comercializou a caixa da uva niágara rosada a R$10,00, agora a média é R$15,00. “Em produtividade aumentou em torno de 30 %, mas a qualidade aumentou e muito”, afirma Sérgio Cestaroli. De acordo com outro produtor, Oswaldo Mazieiro, é preciso inovar “Não da mais pra ficar no arroz com feijão antigo, tem que buscar tecnologia para a sobrevivência”.



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