Agronegócio

Combate à Helicoverpa armigera: Defensivo pode ser inútil se não atingir ponto certo

Pesquisador da Embrapa alerta para tecnologia de aplicação
Por: -Leonardo Gottems
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“Helicoverpa armigera é uma lagarta diferente das que nós estamos acostumados a lidar na lavoura de soja. Precisamos aprender a ecologia dessa pragas – como ela se comporta dentro da planta de soja”. É o que alerta Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa e especialista em tecnologia de aplicação.

 
O especialista explica que a H. armigera é mais difícil de controlar porque “apesar de ela atacar todo o vegetal, ela se localiza na parte mediana e inferior da planta. Então nós vamos ter que aplicar o inseticida justamente nesse local, e em algumas situações com a soja já fechada”.  
 
“Nós vamos ter que alterar alguma coisa na questão  da tecnologia de aplicação para a Helicoverpa. Vamos ter que colocar o produto mais mediana para baixo, com uma área de molhamento maior. Se a soja estiver fechada, é mais difícil fazer isso. Então vamos ter que trabalhar com gotas menores e volumes de aplicação um pouco maior do que o produtor costuma fazer”, afirma Adegas (foto).

 
No entanto, o pesquisador é otimista ao afirmar que “os equipamentos melhoraram muito, então o produtor tem condições de fazer a aplicação. Mas ele terá de se planejar, ter informação e começar a exercitar isso. Nós temos muito boas perspectivas, mas ele precisa ter muito mais treinamento e tomar algumas precauções para que a aplicação ocorra de maneira correta”.
 
“Hoje nós temos poucas opções [de defensivos liberados para uso no Brasil], mas dentro de alguns anos nós vamos ter vários no mercado. Cada produto tem uma formulação diferente. Uns são mais sistêmicos, ou seja, translocam mais na planta, outras são mais de contato – e tudo isso vai influenciar na maneira como vamos planejar nossa tecnologia de aplicação – desde a maneira de diluir o produto, de acordo com sua formulação e com a cobertura que vai ter no alvo em função da sistematicidade desse produto”, conclui.

 
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