Começa colheita das principais culturas no Paraná
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Agronegócio

Começa colheita das principais culturas no Paraná

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Região deve colher mais de 2 milhões de toneladas de grãos na safra de verão 2002/2003.

A Região do Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) de Ponta Grossa deve colher mais de 2 milhões de toneladas de grãos, entre milho e soja, na safra 2002/2003. As duas culturas, que começam a ser colhidas, são as principais do verão nos Campos Gerais. Os números foram atualizados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da SEAB.

A colheita do milho teve início no final de janeiro. Até o momento, em torno de 5% da safra foi colhida. Os números estão abaixo da média do Paraná, que colheu até agora pouco mais de 15%. A diferença ocorre porque a Região, por questões climáticas, é uma das últimas a plantar. Foram plantados 165,5 mil hectares, de onde se devem colher 1,052 milhão de toneladas de milho. A área representa 30% do total regional. A produtividade esperada é de 6,5 mil quilos por hectare.

Soja

Mas as maiores expectativas são para a soja. A partir da segunda quinzena deste mês começa a colheita da soja precoce, plantada principalmente em Ponta Grossa, Ipiranga, Tibagi e Ventania. O forte da colheita ocorre após o dia 10 de março. Devem ser colhidas 1,037 milhão de toneladas da oleaginosa, com uma média de 3,1 mil quilos por hectare.

O clima favorável da safra 2002/2003 é apontado como um dos principais fatores para a boa produtividade das culturas de verão, onde está incluído também o feijão, com produção estimada de 85 mil toneladas. O chefe do Deral, José Roberto Tosato, diz que além de chuvas bem distribuídas, o grau de luminosidade da safra também ajudou. Mas um dos principais agricultores da Região, Manoel Henrique Pereira, diz que é importante ainda destacar a tecnologia aplicada pelos produtores nos últimos anos. "Todos lembram do clima, mas se esquecem de explicar que o trabalho feito é muito importante", destaca. A partir dos anos 90 a produtividade de soja, por exemplo, saltou de 2 mil quilos para 3,6 mil quilos por hectare de média.

Mercado

Neste ano a alta produtividade e os bons preços mantêm um ambiente altamente favorável para o mercado da soja. Manoel Henrique lembra que o mercado é comprador e o dólar aquecido continuará mantendo o preço em alta. Outro detalhe favorável é o fato do Brasil produzir soja convencional enquanto competidores tradicionais, como Estados Unidos e Argentina produzem soja transgênica. "Temos fregueses cativos, como China e Rússia, que querem a soja convencional", destaca o agricultor.

Safrinha

O Deral também estima em 20 mil hectares a área de milho safrinha da Região. O produto deve ocupar as áreas de feijão das águas e fumo, que concluem a colheita agora.


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