Comissão atesta segurança da carne brasileira

Agronegócio

Comissão atesta segurança da carne brasileira

O comissário de Saúde da União Européia refutou as declarações de que a carne bovina brasileira não é segura
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O comissário de Saúde da União Européia refutou as declarações de que a carne bovina brasileira não é segura para a alimentação, descrevendo as acusações feitas por órgãos agrícolas europeus e congressistas como enganosas ou incorretas. O comissário Markos Kyprianou respondeu a um pedido feito na semana passada pela comissária da UE para a agricultura, Mariann Fischer Boel, que queria uma avaliação mais detalhada da carne brasileira, com o objetivo de verificar se o produto se enquadra nos padrões de segurança alimentar exigidos pela UE.

Reclamações de que a carne do Brasil não cumpre os padrões estabelecidos pela UE foram feitas por várias organizações agrícolas européias, especialmente em um relatório recente elaborado pela Associação dos Produtores Irlandeses (IFA, sigla em inglês), que foi enviado à Comissão Européia no início de junho.

No entanto, em carta enviada ontem à Fischer Boel, às organizações agrícolas e aos membros do comitê de agricultura do Parlamente Europeu, Kyprianou refutou as queixas. "Em geral, sentimos que as reclamações são em grande parte baseadas na interpretação incorreta dos requerimentos da UE para a importação de carne", afirmou Kyprianou.

No início de julho, Kyprianou alertou o Brasil de que o país correria o risco de enfrentar a proibição total de suas exportações de carne para a Europa, caso não demonstrasse preocupação com a questão da segurança alimentar até o fim deste ano. Um embargo às importações de carne com origem em três estados brasileiros ocorre desde 2005, após um surto de febre aftosa. O executivo da UE disse que iria avaliar uma proibição mais ampla caso o Brasil não cumprisse suas obrigações.

O relatório da IFA acusa os produtores brasileiros de carne de não utilizarem corretamente os sistemas de marcação e identificação empregados no rastreamento de embarques. A rastreabilidade é importante no caso de ser registrado algum problema sanitário no rebanho.


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