Comissão do Senado americano prorroga tarifa sobre o etanol

Agronegócio

Comissão do Senado americano prorroga tarifa sobre o etanol

Comissão aprovou a extensão por mais dois anos da principal barreira comercial imposta pelos EUA à importação do etanol
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Uma influente comissão do Senado americano aprovou nessa quinta-feira (04-10) a extensão por mais dois anos da principal barreira comercial imposta pelos Estados Unidos à importação do etanol produzido no Brasil, num movimento que reflete o empenho dos políticos americanos na defesa da indústria doméstica e a desconfiança com que eles vêm o avanço do Brasil nessa área.

A proposta foi aprovada por 17 votos a quatro pela Comissão de Finanças do Senado, como parte de um pacote de medidas cujo objetivo é gerar bilhões de dólares para financiar os subsídios agrícolas americanos nos próximos anos. O pacote ainda precisa ser examinado por outras comissões e votado no plenário. No ano passado, os EUA importaram 1,6 bilhão de litros de etanol do Brasil, o equivalente a um décimo da produção brasileira.

Atualmente, o etanol produzido no Brasil paga para entrar no mercado americano uma tarifa de US$ 0,14 por litro. Em períodos como o atual, em que os preços do combustível estão em queda nos EUA, a tarifa é suficiente para tornar inviável economicamente a importação do álcool brasileiro. Pela legislação em vigor, a tarifa seria cobrada até o fim do ano que vem. A proposta aprovada ontem prolonga a tarifa até dezembro de 2010.

O projeto também reduz, de US$ 0,51 para US$ 0,46 por galão, o valor do crédito tributário recebido pelas refinarias que misturam etanol à gasolina nos EUA. Esse incentivo é essencial para estimular o consumo de álcool no país e incentivar a indústria doméstica. Para o Brasil e outros países interessados no mercado americano, sua redução equivale na prática a um aumento na tarifa aplicada à importação do produto.

A proposta aprovada no Senado cria incentivos para estimular o desenvolvimento de novas fontes de matéria-prima para a produção de etanol, que hoje é feito de milho nos EUA, e não de cana-de-açúcar como no Brasil. Os americanos querem incentivar o uso de materiais como capim, madeira e resíduos vegetais dos quais é possível extrair celulose para produzir combustível.


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