Comitê Executivo da RTRS se reúne no Piauí para discutir diretrizes e o futuro da Associação

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Comitê Executivo da RTRS se reúne no Piauí para discutir diretrizes e o futuro da Associação

RTRS para realizar o primeiro encontro de 2019, que incluiu dois dias de reuniões e um dia de visitas a fazendas certificadas e não certificadas
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Em fevereiro, a Fazenda Progresso, localizada na cidade de Sebastião Leal-PI – cerca de 400 km da capital Teresina-PI – recebeu o  Comitê Executivo da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) para realizar o primeiro encontro de 2019, que incluiu dois dias de reuniões e um dia de visitas a fazendas certificadas e não certificadas, cases de agricultura familiar e projetos sociais que estão ocorrendo no âmbito da certificação RTRS.

Na ocasião, o grupo teve a oportunidade de realizar uma visita técnica pela fazenda, que tem como foco o investimento em inovação e tecnologia na produção de sementes de soja, o que alavancou a produção agrícola na região e trouxe benefícios para as comunidades do entorno da propriedade. Para a RTRS, reunir  o Comitê Executivo da entidade em propriedades como esta concede perspectivas diferentes e enriquece as discussões entre todos.

“É a primeira vez que nos reunimos no Nordeste e, durante dois dias, realizamos reuniões para discutir nosso planejamento estratégico, bem como definir diretrizes de próximos projetos e parcerias. Um tema importante discutido foi a definição final para implementação e concretização da RTRS como membro oficial e reconhecido da ISEAL Alliance”, comenta Presidente da RTRS, Marina Born.

O ISEAL é uma associação global que reúne padrões de sustentabilidade confiáveis e atendem os Códigos de Boas Práticas para promover mudanças mensuráveis por meio de sistemas de certificação abertos, rigorosos e acessíveis. Eles são apoiados por organismos internacionais de acreditação, que atendem às melhores práticas internacionais aceitas. A RTRS será o primeiro padrão que trata exclusivamente da produção de soja na ISEAL.

“Também tivemos a oportunidade de planejar o futuro e nossos objetivos de longo prazo. Empresas, ONGs e Governos têm metas de sustentabilidade e responsabilidade social até 2020 e estamos trabalhando para atender essa demanda. Nossos esforços também estão voltados a estruturar o foco de trabalho da entidade até 2025”, observa Born.

A programação do grupo também contou com encontros na cidade de Sebastião Leal-PI, onde foram visitados projetos sociais, comunidades, pequenos produtores e escolas que contam com o apoio da Fazenda Progresso.

De acordo com Gisela Introvini, membro do Comitê Executivo da RTRS e Superintendente da FAPCEN, que representa os produtores do Maranhão, Tocantins e Piauí, a produção de soja ajudou a desenvolver as cidades dos três estados. “Há 20 anos, o MATOPI era considerado pobre e improdutivo e, atualmente, observam-se tetos de produtividades semelhantes a qualquer outro estado brasileiro. Outro feito da soja foi a geração de emprego e renda. Municípios do Nordeste em que se planta soja tem uma renda per capita e um índice de desenvolvimento humano acima dos demais. A certificação acompanha e torna esses processos sustentáveis”, avalia.

“O Brasil possui grande extensão territorial e regiões distintas de produção de soja. Encontramos peculiaridades no Piauí que não existem no Sul ou no Centro-Oeste do país, por exemplo. O nosso Comitê Executivo é composto por pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo e, para a maioria, essa foi a primeira oportunidade de ter contato com essa realidade. A RTRS permite esse fórum de conhecimento e relacionamento, pois somos uma mesa redonda de diálogo em que diferentes iniciativas da soja estão concentradas em nível global, o que é bastante enriquecedor. Neste sentido, grande parte do trabalho do conselho nestes dias foi dedicado a pensar em como tornar esta mesa redonda ainda maior e mais representativa”, menciona Marina Born.


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