Como a região adotou a cultura do tabaco

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Como a região adotou a cultura do tabaco

Tanto o tabaco que sai das lavouras quanto o que resulta do processamento industrial local têm a qualidade que conquista o mundo
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Na segunda metade do século 19, num cenário completamente diferente do de hoje, as colônias germânicas espalhadas pelo interior do Rio Grande do Sul enfrentavam várias dificuldades. Uma delas, em razão das distâncias e precariedade das estradas, era fazer seus produtos agrícolas chegarem em condições de serem comercializadas em Porto Alegre, o principal mercado consumidor. Nesse contexto, o tabaco surgiu como opção. Era fácil de transportar, não tão perecível quanto frutas e verduras, por exemplo, e proporcionava rentabilidade acima da média.

A região adotou a cultura. E com ela começaram a surgir comerciantes, intermediários, transportadores, as primeiras plantas de beneficiamento, as fábricas de cigarros e todo o espectro econômico e social que envolve uma cadeia produtiva. A obstinação germânica trazida desde o outro lado do Atlântico se transformou numa certificação informal de qualidade do produto, que passou a ser produzido em larga escala, até começar a ganhar o mundo, sem nunca mais parar.

Quase 17 décadas depois de os primeiros imigrantes alemães pisarem pela primeira vez o chão que viria a se tornar Santa Cruz do Sul, o município é o núcleo de uma região que vive do tabaco e para o tabaco, considerada o principal centro mundial de processamento dessas folhas, e que tornou o Brasil o maior exportador global do produto. Em 2017, a região exportou US$ 1,55 bilhão, com participação de quase 10% nas exportações de todo o Rio Grande do Sul.

A qualidade no campo é fator determinante para que o padrão se mantenha nas etapas seguintes do sistema produtivo. A JTI sabe bem disso. E, para que o tabaco trazido da lavoura se transforme na matéria-prima ideal para os cigarros que serão consumidos nos cinco continentes, a empresa mantém centenas de normas e procedimentos que garantem a excelência do produto.

Todo o tabaco adquirido pela JTI no Brasil é processado na unidade de Santa Cruz. A planta fabril opera com cerca de 85% da capacidade instalada e beneficia folhas dos tipos Virgínia, Burley, Virgínia orgânico e Virgínia Eli. Com unidades de recebimento estabelecidas em pontos estratégicos dos três estados do Sul, uma densa rede logística garante o escoamento ágil e seguro, com rastreabilidade total da produção, o que ajuda a monitorar a preservação das propriedades do tabaco retirado da lavoura.

Harmonia

Para se alcançar o patamar almejado, tanto em termos de produção quanto de qualidade, um dos principais méritos da unidade de processamento da JTI, segundo o diretor de operações em folha, Roberto Macedo, é a relação harmônica entre homens e máquinas e a diferença que isso traz ao processo. Há, por exemplo, desde robôs que montam caixas a scanners com leitor óptico para retirar impurezas, mas nada disso faria sentido, explica, se não houvesse pessoas qualificadas por trás do processo.

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